HCN corrige vista desviada a 60 pacientes

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Nampula (IKWELI) – Pelo menos 60 pacientes com problemas de estrabismo estão sendo submetidos a cirurgias pelo Hospital Central de Nampula (HCN), no âmbito de uma campanha que decorre desde esta segunda-feira (27).

Segundo disse o oftalmologista pediátrico do HCN, Vasco da Gama, a cirurgia tem em vista a correção dos olhos das crianças.

“Estrabismo é uma doença caracterizada pela falta de coordenação dos olhos em que nós temos verificado pessoas com os olhos desviados ou por fora, dentro, cima ou para baixo. Este problema tem vários factores, como genéticos e outros adquiridos com trauma. Problemas neurológicos e oculares também dificultam a coordenação dos olhos e fazendo com que estes estejam desviados”, explica o médico, prosseguindo que “para que os olhos sejam alinhados é necessário que os seus músculos tenham uma força equilibrada”.

Da Gama apela que “quando tivermos esse problema temos de aproximar as unidades sanitárias, sobretudo oftalmologistas para poder apoiar e, principalmente, no caso das  crianças quando o olho está desviado até aos 8 anos há negociação entre cérebro e olho, se não for resolvido durante este tempo não iremos restaurar a visão e daí a importância de diagnóstico precoce”.

Num outro contexto, esta fonte explica que “se temos um desvio, com um olho com mais força que o outro, o tratamento é mais cirúrgico. Existem condições que é possível corrigir com o uso de óculos. Mas outros estrabismos mesmo com os óculos não se conseguem corrigir e o tratamento consiste em cirurgia para o reposicionamento dos músculos no lugar certo, de acordo com o grau de desvio que o paciente apresenta e é um processo simples, no dia seguinte a pessoa já tem o seu resultado favorável. Temos tido, até agora, bons resultados e sucessos nessas cirurgias de estrabismo e, por isso, continuamos a recomendar as pessoas que têm esse problema a aproximarem-se para podermos resolver”.

O desconhecimento da doença, segundo este especialista, faz com que as pessoas recorram as unidades sanitárias quando já está na fase crítica. (Nelsa Momade)

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