Tino Daniel leva a preocupação da inclusão de mulheres e raparigas na governação climática

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Dubai (IKWELI) – O jovem activista social Tino Daniel, da província do Niassa, participa da 18ª Conferência da Juventude sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COY18), um evento que decorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos e antecede a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), onde leva em manga a preocupação da inclusão de mulheres e raparigas na governação climática.

“Trago duas grandes preocupações, de vozes de mulheres, raparigas, populações chave, jovens e pessoas com deficiência das zonas rurais e centros de reassentamento, fazendo lobby e advocacia de modo a inclui-los na governação climática a nível local e, também, da necessidade de se prover financiamento climático para a construção de infra-estruturas resilientes ao clima e que o mesmo financiamento seja directo as soluções climáticas juvenis e feministas, provendo recursos acessíveis, sustentáveis e adequados para promover a igualdade de género, reconhecendo as inovações e iniciativas lideradas por mulheres jovens que possam gerar empregos para tornar as mulheres autónomas e empoderadas”, explica Daniel, um jovem que a partir da esquecida Niassa tem levado ao mundo as preocupações do norte de Moçambique, sobretudo no contexto dos direitos humanos e mudanças climáticas.

Em Março do corrente ano, Tino Daniel participou em Doha (Qatar), na conferência mundial dos Países em desenvolvimento, onde “contribui na declaração de Doha, um dispositivo a ser totalmente financiado para a sua implementação nos LDCs, partilhei a necessidade de financiamento as iniciativas femininas nos centros de reassentamento em Moçambique e oportunidades de bolsas gratuitas para mais raparigas e mulheres das zonas rurais, depoimento que também reforcei ao Banco Mundial”.

“Para mim é uma honra ser reconhecido pela Unidade de Assuntos Globais e ter a oportunidade de representar o meu país num evento de tão prestígio. Este é um grande passo em minha jornada”, comenta a nossa fonte, recordando que ainda neste ano, “segui a Joanesburgo a convite da ARASA ALLIANCE, onde falei das barreiras sociais que regridem o acesso das Populações Chave aos cuidados básicos de saúde e a necessidade de se prover financiamento para a construção de postos de saúde nos campos de deslocados internos”.

Tino Daniel foi ao Dubai com apoio da Fundação Friedrich Ebert – Maputo, como também “a Embaixada dos Emirados Árabes Unidos pelo apoio diplomático, ao meu amigo de Angola, o biólogo Timóteo Júlio, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, a ONU, Observatório Da Juventude e Associação Jovens Para o Desenvolvimento”.

A COY18 antecede a COP28, servindo como uma plataforma para a defesa do clima, capacitação e treinamento em desenvolvimento de políticas para preparar os jovens para sua participação em discussões e eventos internacionais sobre o clima. O evento liderado por jovens tem como objetivo capacitar e ampliar as vozes dos jovens em diferentes ambientes internacionais. Ele oferece aos jovens a oportunidade de discutir e apoiar políticas intergovernamentais de mudança climática e promover mudanças em nível local e internacional.

Organizado pelo Grupo Constituinte de Crianças e Jovens da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (YOUNGO, UNFCCC), o evento está alinhado ao trabalho dessa rede global de crianças e jovens ativistas e organizações não governamentais que moldam as políticas internacionais de mudança climática e representam formalmente as preocupações dos jovens nos processos da UNFCCC.

A COY18 se concentra nas contribuições dos jovens para os três principais componentes da conferência: documento de políticas, capacitação, desenvolvimento de habilidades e workshops, que sintetizam as demandas coletivas de crianças e jovens de todo o mundo. (Redação)

1 COMENTÁRIO

  1. Nós como união provincial de camponeses de niassa estamos preocupados na governacao climática em moçambique fazemos tudo na enclusao da mulheres nas resoluçao falço da metogaçao dos efeitos climáticas veja este programa da criaçao de florestas comunitárias começamos por viveiros comunitarios nós distritos de Majune e Mauá com apoio de governo filadese com a organizaçaoa ciemupur

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