Palma Seguros “foge” responsabilidade de ressarcir-se cliente em Nampula

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E ainda acusa vítima de forjar dados

Nampula (IKWELI) – A empresa ECO COMPANY, SOCIEDADE UNIPESSOAL, LIMITADA, com sede na cidade de Nampula, denuncia a seguradora Palma Seguros, SA de estar a fugir a sua responsabilidade sobre os serviços por se contratados.

Na origem da contenda, está a ocorrência de um sinistro envolvendo uma viatura na cidade de Nampula, a qual sofreu por um incêndio, causando danos avultados.

De acordo com informação disponibilizada, pela vítima, no dia 17 de Outubro de 2023, pelas 01H12, nas instalações da segurada, localizados próximo do Posto de Abastecimento de Combustível, na Unidade Comunal de Mutava-Rex, Bairro de Namicopo, Cidade de Nampula, ocorreu o sinistro do veículo de marca ISUZU, model ELF, a qual estando estacionada se incendiou destruindo-se na sua totalidade, a despeito das tentativas para extinguir o fogo com recurso a extintores.

Diante disto, a vítima colocou a par a seguradora e a correctora de seguros, incluindo a Polícia da República de Moçambique (PRM) através da 5ª Esquadra, sobre a ocorrência. Nisto, a seguradora tinha o prazo de 7 dias para se fazer ao local, sendo que a mesma foi mesmo no último dia do estabelecimento legal, ou seja, no dia 24 de outubro, já no pico para o fecho dia, o que se pressupõe que “a Seguradora não se deu ao privilégio de vivenciar os factos articulados pela Segurada, na data da ocorrência do facto”.

Porém, na sua comunicação de repúdio de sinistro, a Palma Seguros chegou a conclusões distorcidas, referindo que “o sinistro ocorreu no dia 14 de Outubro de 2023, data em que a SEGURADA não tinha, alegadamente, nenhuma cobertura de seguro, por falta de pagamento de prémio; Que o sistema de rastreio da viatura atestou que o sistema de activação foi, alegadamente, desligado no dia 14 de Outubro de 2023, data a partir da qual a SEGURADORA alude que a bateria da viatura foi removida e, consequentemente, ficou sem corrente eléctrica no veículo, facto que não podia dar lugar a curto circuito eléctrico; Que a SEGURADA, para defraudar a SEGURADORA efectuou, alegadamente, uma chamada através do seu Agente para garantir a cobertura pós sinistro; e Que o SEGURADO efectuou uma chamada para o Gestor da Agência de Nampula da SEGURADORA, no dia 15 de Outubro de 2023, pelas 19H34, cujo nome e número de telefones do emitente e do receptor não foram indicados, com intuito de saber se já havia sido efectuado o pagamento do prémio em atraso”.

Miguel Amorim, proprietário da ECO COMPANY, SOCIEDADE UNIPESSOAL, LIMITADA, assegurou ao Ikweli que “as imagens do sistema de segurança, datadas de 16 de Outubro de 2023, pelas 17H30, constituem ónus de prova indubitável que atestam efectivamente que a viatura estava intacta até a data do sinistro. Deste modo, naufraga o argumento apresentado pela SEGURADORA, Segundo o qual o sinistro ocorreu no dia 14 de Outubro de 2023, pelo simples facto de o alegado Sistema de Rastreio não conseguir localizar a viatura”, o que denota que “a SEGURADORA procura fazer um falso paralelismo entre a alegada desfuncionalidade do Global Positioning System (GPS), alegadamente, instalado na viatura, o qual Segundo se alude deixou de emitir sinais de geolocalização em 14 de Outubro de 2023, e o eventual sinistro da viatura”.

Entretanto, contactamos ao Amin Sultan, gestor da agência da Palma Seguros, SA, em Nampula, o qual disse que “não posso lhe dar informação, porque carece de autorização da direcção”. Igualmente, Sultan referiu que fosse necessário um pedido formal para que a sua instituição possa responder a terceiros que não sejam parte do problema. (Redação)

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