No âmbito das manifestações e balas perdidas: Pacientes internados registam melhorias no HCN

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Nampula (IKWELI) – A última sexta-feira (27) do mês de novembro foi marcada por tumultos e manifestações em pretexto dos resultados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) que atribui vitória ao partido Frelimo em 64 autarquias do país. Tal situação não agradou alguns membros e simpatizantes da Renamo em Nampula, tendo estes saído às ruas e avenidas na manha do dia 27 para expressar o seu desagrado.

Entretanto, em meio aos caos, alguns indivíduos foram colhidos de surpresa ao serem baleados por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM). No fatídico dia, um total de 15 pacientes deu entrada em estado grave no Hospital Central de Nampula (HCN), vítimas dos tiroteios que “choviam” por todo e qualquer canto.

Dois dias depois, o HCN revelou a imprensa que os pacientes já começaram a registar melhoria, exceptuando um indivíduo que ainda se encontra em um estado grave. O mesmo, foi submetido a uma segunda cirurgião nesta segunda-feira (30).

De acordo com o médico residente em Cirurgia Geral do HCN, Sulaimana Isidoro, o paciente encontra-se nos cuidados intensivos, “hoje será submetido a uma nova re-operação, ele teve uma ferida por arma de fogo e os intestinos estavam fora da cavidade abdominal, fizemos a primeira cirurgia no dia 27 a noite”.

Segundo a fonte, o HCN encontra-se a tratar um total de oito pacientes resultantes do último tumulto, dos quais, dois nos serviços de Ortopedia, quatro na Cirurgia 2, e um paciente na Neurocirurgia. No que diz respeito a criança de 12 anos que igualmente foi alvejada por quatro balas, o médico disse que terá alta ainda hoje.

“Com excepção deste que está na Reanimação, todos eles estão fora de perigo. A criança terá alta hoje e o resto é só um controle que deverão fazer nos próximos dias”.

Quanto ao número de mortes por baleamento resultante das últimas manifestações, Isidoro afirmou não ter registado nenhum óbito.

“Eu não recebi nenhum óbito, aliaá nenhum paciente que resultasse em morte, agora pode acontecer que haja um óbito no local e este não passa pelo serviço de urgência, este vai directamente a casa mortuária”, explicou. (Ângela da Fonseca)

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