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HCN confirma entrada de 9 feridos baleados pela PRM

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Nampula (IKWELI) – Até ao meio desta sexta-feira (27), o Hospital Central de Nampula (HCN) já contabilizava a entrada de, pelo menos, 9 pessoas feridas em consequência de balas disparadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM).

De acordo com o Dr. Suleimane Isidoro, director dos Serviços de Urgência HCN, não há registo de óbitos, mas há feridos graves e outros pacientes foram amputados os braços até as pernas.

“A partir das 08horas começamos a receber pacientes de diferentes pontos da cidade de Nampula, até ao momento já recebemos nove pacientes com várias lesões todos eles por projécteis de armas de fogo”, disse a fonte, confirmando que “outros doentes estão no estado muito grave e vão precisar de um tratamento cirúrgico, porque eles apresentam o traumatismo abdominal e no meio disso temos uma criança de 12 anos de idade, esse é um dos aspectos mais tristes, porque tem quatro feridas por ferimentos de arma de fogo”.

A fonte disse, por outro lado, que existem outros vários casos com diferentes lesões que culminam com a amputação de membros superiores e inferiores e feridas com sangramentos. “Estamos a tratar os doentes, a seguir para algumas entradas para o bloco operatório, e agora estamos a operar um dos pacientes com traumatismo abdominal fechado que está a sangrar muito e outros pacientes estão a aguardar e a criança estamos por avaliar”.

Questionado sobre o membro da PRM que, igualmente, está internado naquele maior centro hospitalar da província de Nampula, Suleimane Isidoro disse que “relativamente se é membro da PRM ou não a única coisa que tenho posso dizer é de que tenho nove doentes e não consigo identificar se este é membro deste ou daquele lado, o que me preocupa é quem entrou como doente”.

Um parente de umas das vítimas exige que a justiça seja feita, por entender que a polícia violou os direitos humanos do seu irmão no lugar de proteger optou por baleá-lo, e disse que a forma de agir da polícia não deveria ser de humilhar os inocentes que não sabem nada do processo. (Malito João)