Greve dos médicos continua a impactar na vida dos utentes do HCN

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Nampula (IKWELI) – Pacientes de diversas patologias que procuram por atendimento médico no Hospital Central de Nampula (HCN) afirmam que a greve dos médicos está a impactar negativamente nas suas vidas.

Sófia Inês, paciente diagnosticada em julho findo com cancro do útero, disse que não recebe acompanhamento médico desde que aqueles profissionais entraram em greve. “Estou com problemas ginecológicos, no mês de Julho resolvi dirigir-me ao Hospital Central de Nampula para fazer a observação e pediram para fazer uma análise e que teria resultado no dia 15 do presente mês, mas acontece que os médicos estão em greve e alguns enfermeiros do hospital pediram que mantenha atenta nas redes sociais para saber quando vai terminar a situação e outros passos que serão tomados. Do meu lado é uma grande preocupação porque venho do distrito de Angoche e por ser distante será difícil para mim ter o acesso as informações do hospital e continuar com o tratamento”, disse.

Prosseguindo, Sofia referiu que “tenho conhecimento da greve, mas fico espantada em saber que não há atendimento e, neste momento, gostaria de saber o que realmente está a acontecer com a minha saúde e se for o caso de cancro do útero ou outro problema, procurar outros métodos para continuar a medicação. Aqui no Hospital Central de Nampula é notório um médico estrangeiro que tem estado a ajudar alguns pacientes no atendimento, enquanto os outros não estão presentes no e nós, pacientes, ficamos em aflição”.

Outras fontes que falaram ao Ikweli, exigem que o governo central encontre um mecanismo para resolver as preocupações da classe médica, com vista a garantir a saúde dos cidadãos.

“Lamento bastante a situação, neste momento as pessoas que estão doentes, não recebem acompanhamento dos médicos que, também, estão a lamentar. O governo deve atender as exigências dos médicos e outros profissionais, no sentido de garantir o bem-estar de todos, acredito que a greve dos médicos é dolorosa para todos e necessitamos da rápida intervenção das autoridades competentes”, disse uma cidadã solicitando o anonimato.

Na última sexta-feira (11) do mês corrente, o Secretário de Estado na província de Nampula, Jaime Neto, deslocou-se ao Hospital Central de Nampula, onde constatou a ausência de, pelo menos, 37 profissionais de saúde. Apelou para que os mesmos retomem ao trabalho de forma a garantir o atendimento aos pacientes que precisam de cuidados médicos.

Passados cinco dias, a reportagem do Ikweli constatou que alguns médicos não retomaram as suas actividades. (Nelsa Momade)

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