Nampula: Educação confirma haver alunos que não realizaram Avaliações Provinciais porque não pagaram taxas de guarda

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Nampula (IKWELI) – A Direcção Provincial de Educação (D.P.E) de Nampula confirma que há alunos que não realizaram Avaliações Províncias (AP’s), porque não pagaram a famosa taxa de guardas.

A informação foi dada a conhecer à imprensa na manhã desta sexta-feira (04), pelo porta-voz da instituição, Faruk Carlos Abdul Carim, o qual garante que os envolvidos nesta prática serão responsabilizados.

Na nossa edição 1244, reportamos a situação que alguns alunos da escola secundária de Muatala, nos arredores da cidade de Nampula, passaram. Os mesmos foram impedidos de realizar, pelo menos, a primeira avaliação provincial da calendarização porque não tinham pago a taxa de guarda.

De acordo com o porta-voz, as contribuições nas escolas não são de caráter obrigatório, por isso não havia nenhuma necessidade de os alunos serem impedidos de realizar as avaliações, por este motivo aquela instituição está a fazer um trabalho de investigação para se apurar quantos alunos foram afectados, por conta destas cobranças.

“A situação dos alunos está já acautelada e todos alunos estão autorizados a fazer as provas, até agora o processo está a correr na normalidade e só teremos resultados finais do nosso posicionamento depois de nós terminamos com as investigações”, comenta Faruk Carim, apontado que “o processo não terminou até ao exacto momento por conta de alguns alunos que ainda encontra-se a realizar as avaliações nas escolas”. “Não podemos perturbar os alunos nas provas, ainda falta aferimos as informações com os alunos e professores envolvidos nesta situação”, frisou

Faruk Carim disse que a notícia sobre cobranças ilícitas nas escolas, que foi registrada a nível da província de Nampula, em particular na Escola Secundária de Muatala, chegou a Direcção Provincial de Educação com muita surpresa. “Foi triste, também, nós sabermos, por isso que neste momento a posição da Direcção Provincial de Educação foi, primeiro de admitir que todos alunos fizessem exames ou seja as provas trimestrais”.

“Esta contribuição pode ser tirada a um consenso entre o conselho da escola e a direcção da escola, porque essas decisões são consignadas em actas e a escola acredita que tem legalidade para poder proceder com esse tipo de situação, não existe obrigatoriedade de os alunos tirarem valores para contribuição, porque o aluno tem direito a educação”, afirma este nosso interlocutor, concluindo que “o aluno não pode ser interdito a aula só porque não é portador de um bolso ou porque não pagou alguma contribuição, quer seja para guarda ou por algum outro efeito”. (Herminio Raja)

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