Município de Nampula paga direitos aduaneiros em cerca de 2 milhões de meticais para duas ambulâncias

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Nampula (IKWELI) – O Conselho Autárquico de Nampula, na zona norte do país, investiu perto de dois milhões de meticais para pagar os direitos aduaneiros no processo de importação de duas ambulâncias, doadas pelos seus parceiros de cooperação. Os meios alocados foram recebidos esta segunda-feira (13), pelo executivo do município através do porto de Nacala.

A aquisição de duas ambulâncias foi à custa do município de Amarante, uma cidade portuguesa, sendo que a edilidade de Nampula, por sinal a beneficiária, teve de garantir o pagamento de direitos aduaneiros exigidos no território nacional, processo dispendioso para o executivo da edilidade, segundo informou o autarca Paulo Vahanle.

Foi por elevado custo de taxas aduaneiras que o município de Nampula tentou, sem sucesso, negociar com o governo de Moçambique para questões de isenção de impostos. Portanto, sem meios alternativos e ao considerar a importância dos dois meios doados, o município teve de recorrer ao cofre da autarquia para trazer as ambulâncias no maior círculo eleitoral do país, a cidade de Nampula.

“Um dos elementos do nosso manifesto eleitoral é a saúde dos nossos munícipes. Nós estamos comprometidos por esta saúde e achamos que tínhamos de adquirir estas ambulâncias para salvar a vida dos munícipes em questões de doença, levando-os aos hospitais num ambiente condigno”, justificou o autarca as razões de prioridade da aquisição dos meios.

Na apresentação das duas ambulâncias, o edil explicou que estes [meios] são compostos por equipamentos cirúrgicos com um peso de cerca de 500 quilogramas, porém, houve dificuldades de seu transporte para o destino, cidade de Nampula, devido aos pagamentos que deviam ser feitos a partir da capital de Moçambique, Maputo, onde estão actualmente.

A doação das ambulâncias segue, igualmente, segundo anunciou Vahanle, com a deslocação de uma equipa de parceiros para a cidade de Nampula, a fim de treinar os técnicos de saúde que passarão a operar com as ambulâncias, pois os meios oferecem condições para actividades prioritárias de primeiros socorros a um doente.

Na ocasião de apresentação dos meios, o edil reconheceu que o seu executivo não está à altura de fazer uso das ambulâncias sem a presença dos doares, ou seja, carece de um treinamento do pessoal a ser envolvido.

Além das elevadas taxas aduaneiras, o chefe do executivo do Conselho Autárquico de Nampula queixa-se de sabotagem pelas instituições do Estado no processo da implementação de seus projectos na área de saúde, relacionadas particularmente, com a construção de unidades sanitárias ao nível das zonas em expansão no raio municipal. Daí, o fortalecimento de parcerias internacionais como forma estratégica de cumprimento do manifesto eleitoral. (Esmeraldo Boquisse)

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