Moçambique: CFM quer tornar o porto de Nacala no mais moderno do país

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Porto de Nacala ja nao esta a ser gerida pela CDN Porto

Nampula (IKWELI) – O Presidente do Conselho de Administração da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa, garante que o porto de águas profundas de Nacala, maior entreposto comercial do norte de Moçambique, poderá se tornar, a partir de finais de Maio próximo, no mais moderno do país, em resultado das obras de reabilitação e/ou ampliação em curso.

Há muito tempo que o porto de Nacala carecia de reabilitação, pois dos problemas que a infra-estrutura portuária apresentou, destaca-se a falta de acessos, ou seja, apenas tinha uma única via de entrada e saída, para além das dificuldades na flexibilidade no manuseamento de contentores. Portanto, reabilitado o porto, a capacidade poderá aumentar passando de cem mil contentores para cerca de 250 mil por ano, de acordo com o P.C.A dos CFM.

“Segundo a última revisão dos trabalhos, as obras devem terminar em finais do próximo mês de Maio”, informou Agostinho Langa, para quem “com a reabilitação não só vai aumentar a capacidade, como também espera-se que a produtividade no manuseamento de contentores passe dos actuais seis contentores por hora para 24 contentores, com a introdução dos pórticos. Esperamos um porto competitivo na flexibilidade de manuseamento de carga”.

Em colectiva de Imprensa na semana finda, Langa destacou que com a reabilitação o porto de Nacala passará a operar com os sistemas modernos informatizados, razão pela qual o envolvimento e treinamento de mão-de-obra qualificada.

Recorde-se que várias vezes foram adiadas as obras de reabilitação daquela infra-estrutura ferro-portuária localizada na chamada zona económica da província de Nampula, por isso quando questionado pela Imprensa o presidente deu a entender que uma das razões é o envolvimento de empresas japonesas, como também o financiamento japonês.

Nesta abordagem, Agostinho Langa refere-se à eclosão da pandemia da COVID-19 que levou técnicos japoneses envolvidos nas obras de reabilitação a regressarem ao país de origem. Outrossim, registou-se atrasos no processo da chegada pelas empresas fornecedoras de equipamentos e materiais utilizados nas obras, não só para o projecto do porto de Nacala, como também em várias outras áreas onde os fornecedores são japoneses.

“Este é um problema que vai envolver muitos sectores, não apenas os C.F.M enquanto operador do porto. Mas sabemos que a erosão deriva da falta de obras de protecção a montante a nível da cidade e, pela avaliação que fizemos, o nível de destruição de Nacala ultrapassa neste momento as capacidades do município. É algo que temos de ver a nível central criando, primeiro, barreiras para a evitar que areias em casos de chuvas intensas transportem consigo os solos para o porto”, reconheceu Agostinho Langa o problema da erosão na cidade de Nacala que também pode afectar o porto. (Esmeraldo Boquisse)

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