13ª Edição do “Desafios para Moçambique” lançada em Nampula

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Nampula (IKWELI) – O Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) lançou na passada segunda-feira (20), na cidade de Nampula, a 13ª edição do livro intitulado “Desafios para Moçambique”, trata-se de uma série que contém 22 capítulos, produzidos por 34 investigadores, dos quais 22 moçambicanos, provenientes de várias instituições do ensino superior e instituições de pesquisa do país e de África e 12 estrangeiros.

O evento teve lugar no auditório da Faculdade de Educação e Comunicação da Universidade Católica de Moçambique (FEC-UCM), e que contou com a participação de estudantes, corpo docente entre outros convidados.

De acordo com o investigador do IESE, Salvador Forquilha, a 13ª edição conta com mais de 500 páginas que estão divididos em quatro blocos, nomeadamente, política, economia, sociedade e Moçambique no mundo, uma série que tem em vista suscitar um debate na esfera pública, com destaque para a classe estudantil, por se acreditar na importância de se criar uma ciência de cidadania activa.

“A nossa audiência privilegiada são os estudantes, mas também, esperamos que, todos aqueles que estão envolvidos no processo de concessão, elaboração e implementação de políticas possam interessar-se, porque o que nós procuramos é trazer evidências que permitam fazer uma reflexão mais aprofundada sobre o contexto do país sob o ponto de vista, económico, social e por aí em diante”, explicou Forquilha.

Forquilha disse ainda que, cada uma das séries é feito em um contexto específico e, no caso de 2022, foi elaborado num momento marcado por desafios e crises. Alguns pontos que podem ser encontrados na 13ª série estão ligados ao conflito armado vivido na província de Cabo delgado, região norte do país, os projectos de gás na bacia do Rovuma, as consequências da Covid-19, entre outros.

“Gostava de mencionar um outro desafio muito importante que tem a ver com o fechamento cada vez maior do espaço cívico em Moçambique. Nos últimos tempos temos verificado que o nosso espaço cívico tem estado a fechar-se, isso reflecte-se um pouco na maneira como a democracia tem sido avaliada em Moçambique, basta só olhar para as ultimas avaliações sobre Moçambique, os índices passaram-se de um nível que era considerado hibrido para o mais baixo que é o de autoritário e, os últimos acontecimentos de sábado mostram claramente o quão nosso espaço cívico está a fechar-se  e isso é preocupante, então, todos estes desafios estão reflectidos nesta série”, afirmou.

Helton Namize, encontra-se a fazer o mestrado no curso de Gestão de Educação e entende que o livro “Desafios para Moçambique” traz abordagens que estão ligadas com as necessidades urgentes no contexto social, económico assim como político que pode servir como um guia de harmonização.

“O livro Desafios para Moçambique traz tendências para responder as necessidades da sociedade, são estudos que dão respostas aquilo que a sociedade precisa, nas condições em que nos encontramos e como estudantes acolhemos muito bem os trabalhos feitos pelo IESE, porque contem uma base de literatura muito forte”, disse Namize.

Já Denise Joaquim que estuda Economia e Gestão, neste momento no seu quarto ano, acredita que o livro traz pontos que poderão ajudá-la na realização do seu trabalho do fim do curso.

“O que mais me interessou nessa obra é o facto de saber que poderei encontrar temas para o meu projecto de monografia e estou feliz com o lançamento”, explicou.

Importa referir que, a 13ª edição do livro “Desafios para Moçambique”, iniciada em 2010, foi organizado por Carlos Nuno Castel-Branco, Rosimina Ali, Sérgio Chichava, Salvador Forquilha e Carlos Muianga, respectivamente. (Ângela da Fonseca)

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