Polícia camarária “sufoca” perdiz em Malema

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Nampula (IKWELI) – Regista-se desde a manhã desta terça-feira (14), uma onda de manifestação pelos agentes da Polícia Camarária na autarquia de Malema, província de Nampula, supostamente em reivindicação do salário atrasado de dois meses e o 13º salário.

Informações colhidas pelo Ikweli indicam que são 15 agentes da polícia camarária em greve, mas também fazem parte cidadãs membros da Organização da Juventude Moçambicana (O.J.M), sinal inequívoco de se tratar de uma perseguição política, segundo considera o presidente do município.

A greve é caracterizada pelo encerramento de todas as entradas dos estabelecimentos onde funciona o governo autárquico, bem como a paralisação das actividades por tempo indeterminado. Igualmente, os grevistas criaram barricadas para impedir a entrada e saída aos estabelecimentos, sobretudo escritórios do município.

Segundo os manifestantes, a greve vai manter até que o executivo municipal de Malema, chefiado pelo então cabeça-de-lista indicado pela Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), resolva o problema.

Enquanto isso, o edil Mário Muimela desdramatiza a acção dos funcionários, na sua maioria agentes da polícia camarária, ao considerar a greve de uma chantagem e emboscada política, quando se está nas vésperas de pleitos eleitorais.

Sem muitos comentários e decidido para não dar declarações à Imprensa, Muimela recordou que não se trata da primeira ou segunda vez que o município regista atraso de pagamento de salário aos seus funcionários, mas porque “quando se trata de nós [da RENAMO] é uma questão meramente política. Quem está a manifestar são da polícia municipal, onde é que já se viu isso? No total são 15 polícias e mais outras senhoras da O.J.M, batuques que estão a usar são da O.J.M, que tipo de greve é essa?”

Recorde-se que na primeira quinzena de Janeiro último, diante de ameaças de paralisação de actividades pelos funcionários, a edilidade da vila de Malema queixou-se do atraso no pagamento dos salários referente aos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2022, devido a demora no desembolso do Fundo de Compensação Autárquico (F.C.A), canalizado às autarquias pelo governo central.

Igualmente, associa-se a este facto, a redução do mesmo fundo em 11.000.000,00mt (onze milhões de meticais) desde que o município passou a ser gerido pela RENAMO. Contudo, em Janeiro de 2023, o presidente Mário Muimela confirmou telefonicamente a recepção de pouco mais de dois milhões de meticais provenientes do F.C.A. (Esmeraldo Boquisse)

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