Polícia detém o primeiro grupo de suspeitos de furto de carteiras na EPC de Namicopo 2

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Nampula (IKWELI) – Na manhã desta segunda-feira (6), a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, apresentou através da Imprensa, três indivíduos envolvidos no furto de carteiras, os quais dois confessaram o crime.

Aliás, destes três, um é guarda afecto a Escola Secundária de Muatala, localizada na zona residencial da Subestação, bairro de Mutauanha e o outro é carpinteiro no bairro de Namicopo.

O guarda confessa ter retirado as peças de carteiras destruídas na escola, para depois vender a um carpinteiro, sob desconhecimento da direcção da instituição que o contratou para garantir a segurança e preservação do património da escola.

“Isso não foi roubo, mas coincidiu. Lá na escola tem muitas carteiras estragadas e eu vi que as peças poder-me-iam servir, isso foi em Junho do ano passado, por isso levei algumas peças e mandei para casa”, contou o guarda da Escola Secundária de Muatala de 39 anos de idade.

O indivíduo confessa que as peças que furtou perfazem nove carteiras. Depois de completar as peças, este entregou um carpinteiro residente no bairro de Namicopo a fim de transformar as peças em uma porta, mas que para o efeito devia pagar pela mão-de-obra no valor de mil meticais.

“Eu sabia que as carteiras pertencem à escola, mas mesmo assim não comuniquei a direcção. Sempre que fosse a minha hora de largar do serviço carregava uma peça de cada vez, para não chamar atenção dos outros colegas de trabalho”, revelou.

Já o carpinteiro de 31 anos de idade reconhece a proveniência da matéria-prima que usou para transformar em mobiliário. Este disse ter sido procurado pelo guarda a fim de fabricar uma porta de uma dimensão de 2m/90cm. Mas um tempo depois, o guarda que trouxe as peças mudou de ideia, tendo acordado a compra das peças no valor antes discutido para fabrico de uma porta.

Importa referir que as carteiras roubadas na Escola Secundária de Muatala, segundo contam os indiciados, foram transformadas em mobiliário. Mas o carpinteiro detido nas celas da 1ª esquadra relata que a sua fonte para a aquisição de matéria-prima são as grandes carpintarias em algures da cidade de Nampula.

Por sua vez, a P.R.M em Nampula disse estar a trabalhar, com vista ao encaminhamento dos indiciados aos órgãos da administração da justiça para a responsabilização pelos crimes cometidos. (Esmeraldo Boquisse)

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