Cuamba: Jovens criticam os que discriminam a comunidade LGBT+

Cuamba (IKWELI) – Jovens da cidade e Cuamba, na província do Niassa, criticam as pessoas que promovem actos discriminatórios contra membros da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT+) naquele ponto do país.

Recentemente, os jovens de Cuamba reuniram para reflectir em torno dos direitos humanos das pessoas LGBT+.

Jovens que beneficiaram de uma formação sobre a Igualdade de género, entendem que todos têm os mesmos direitos e devem ser gozados, ao mesmo tempo que apontam que descriminação não faz sentido.

Hélder Cláudio, jovem que já tem o nível médio feito, disse que as pessoas de minoria sexual são normais como as outras.

“Eles têm os mesmos direitos e obrigações que qualquer cidadão, por mais que olhemos a elas com estranheza devido aos hábitos e pensamentos costumeiros”, desabafou

Hélder foi mais além ao recomendar que a comunidade deve tratar todos de forma igual, para evitar casos de stress e abandono de naturalidade forçados, para que não haja uma exclusão social agravada.

Joana Humberto é uma jovem na casa dos 15 anos e vai ao décimo ano de escolaridade neste presente ano lectivo, começou por dizer que olha de bons olhos à comunidade LGTBQ+ e admira o quão organizados são, diferentemente de outros grupos sociais.

Humberto tem um irmão gay, o qual está confortável com a protecção que a família o proporciona.

“Aprendemos muita coisa dele, só que algumas pessoas mal-entendem sobre o que é ter um familiar assim ou ver alguém desta orientação pela rua”, comentou.

A jovem acrescentou, ainda, que ela e o seu irmão, por sinal mais velho, são muito amigos, e o admira por ser “muito higiénico” e que “os gays não são agressivos”.

“Não se deve discriminar aos homossexuais”, apela a nossa fonte.

O jovem comunicador Cacildo Adriano, também, partilhou o seu saber sobre a matéria, juntando-se aos primeiros dois intervenientes, comentando que as pessoas LGBT+ são como todos nós, com os mesmos direitos.

“É mau que se discrimine as pessoas de orientação sexual da mais comum, porque elas podem se sentir como não sendo parte integrante e isso resultar em acontecimentos catastróficos por desgosto, por isso nós comunicadores desencorajamos essa prática”, advertiu o jovem locutor. (Ilídio Munhareque)

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