ASTRA não consegue agir ao encurtamento de rotas na cidade de Nampula

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Ha encurtamento de chapa-100 na cidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – O encurtamento de rotas no transporte semi-colectivos de passageiros na cidade de Nampula, maior autarquia do norte de Moçambique, virou regra desde o terceiro trimestre de 2022 e as autoridades municipais nadam fazem para aliviar o sufoco que o cenário traz para o bolso do cidadão comum.

A Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA), de acordo com os seus associados, nada faz para mudar o cenário, sobretudo porque sabe que com os últimos reajustes do preço dos combustíveis os operadores ganham muito pouco.

As três principais rotas do município de Nampula têm tido o ponto intermediário da Sipal como destino final, quando antes pudessem, os transportes semi-colectivos, terminam ou no mercado grossita do Waresta, ou na Substação.

Os operadores exigem a apreciação dos preços, no sentido de que no lugar cobrar 10,00Mt (dez meticais), seja aplicada de 20,00Mt (vinte meticais), mas o governo autárquico de Paulo Vahanle não está a levar o assunto à Assembleia Municipal para discussão e aprovação.

Alguns automobilistas entrevistados pelo Ikweli não aceitam se identificar, mas referem que mesmo o presidente da ASTRA tem autocarros que operam no raio urbano e que sabe do problema, mas nada pode fazer, porque as receitas tendem a cair.

“Eu acho que isso tudo é por causa de o presidente do município não querer aumentar o preço de chapa-100”, comentou um dos nossos entrevistados, defendendo que “o presidente de ASTRA já foi, por várias vezes, falar com o presidente Paulo Vahanle, acerca deste assunto”, mas nada avança.

Luís Vasconcelos, presidente da ASTRA, diz que a agremiação que dirige nada tem a ver com o cenário de encurtamento de rotas que a cidade de Nampula regista nos últimos dias.

“Não faz sentido, a ASTRA estar a denunciar quando os chapeiros comentem uma ilegalidade, e depois ser a mesma a mandar os chapeiros encurtarem rotas ou fazer uma outra coisa que possa prejudicar a população”, comenta Vasconcelos, avançado que a “ASTRA é uma associação e não tem homens nas vias públicas que possam fiscalizar estes condutores que praticam esses actos ilegais”. (Hermínio Raja)

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