Figura do Ano: Isaura Ferrão Nyusi, Primeira Dama da República de Moçambique

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O Conselho Redactorial do jornal Ikweli, decidiu eleger a Primeira-Dama da República de Moçambique, Isaura Ferrão Nyusi, como a figura do ano 2022.

A eleição de Isaura Nyusi surge em reconhecimento do seu esforço na luta contra às uniões prematuras, o abandono escolar das raparigas, promoção da igualdade e equidade de gênero e todas as formas de violência contra a criança e a mulher que, por um lado, se agudizaram com a pandemia da COVID-19.

Os esforços da Primeira-Dama moçambicana estão, igualmente, no desenvolvimento de iniciativas para a redução dos índices da desnutrição crônica, através da educação nutricional nas zonas rurais, esforços que têm resultado na melhoria dos conhecimentos das comunidades sobre uma alimentação adequada.

Em meio aos vários hábitos e costumes que comprometem o desenvolvimento humano das raparigas, Moçambique tem estado a registar significativos avançados na inscrição de meninas nas escolas e sua retenção quer nas cidades, assim como no meio rural, onde há pouco mais de cinco anos atrás era impossível devido às uniões prematuras, gravidezes precoces e abandono por imposição das famílias para que as meninas fossem se dedicar as actividades agrícolas e/ou domésticas, em detrimento dos rapazes.

No contexto da retenção das raparigas na escola e combate às uniões prematuras, Isaura Nyusi é patrona, desde 2021, do Programa “Eu Sou Capaz”, uma iniciativa  financiada pelo Banco mundial,  que, até 2024, prevê apoiar 600 mil raparigas da 5ª  à  7ª classes,  de sete províncias moçambicanas, proporcionando melhores oportunidades de educação e empoderamento, através de acções que estimulem a sua retenção  na escola, desencorajar as uniões prematuras e forçadas e gravidez precoce na adolescência. E entre estas ações, estão a distribuição gratuita de material escolar e uniforme, bicicletas e formação em meios de vida para as alunas que transitam para a 8ª classe.

Isaura Nyusi tem vindo a defender em várias ocasiões que cada um dos moçambicanos tem um papel a desempenhar para que a igualdade e equidade de género, seja realidade.

Nas suas intervenções, a esposa do Estadista Moçambicano tem exortado que as ações de promoção da igualdade de gênero não devem ser vistas como exclusiva tarefa do Governo, mas também da família e da comunidade.

O Governo aboliu as taxas de matrículas até a 9ª classe, e a Isaura Nyusi defende que a decisão de tornar gratuito o ensino básico visa contribuir para a promoção da educação da Rapariga.

No âmbito dos esforços da Primeira-Dama de combate à desnutrição crônica, que afecta 38% da população no país, sendo que o maior número de casos registam-se na província de Nampula, destacamos o programa “CRESCER BEM”, que nos próximos cinco anos, prevê capacitar mais de duas milhões de mulheres na zona rural em matérias de educação nutricional.

Em Moçambique, cerca 24% da população ainda sofre os efeitos da desnutrição crónica que é uma deficiência nutricional decorrente da carência de nutrientes fundamentais para o funcionamento adequado do organismo humano, que tem como consequência deficiente desenvolvimento intelectual e físico de carácter irreversível.

Nos últimos 5 anos, os índices de desnutrição crónica diminuíram, passando dos 43% para 38%, em crianças menores de 5 anos.

O Programa “CRESCER BEM”, lançado este ano na província de Nampula pela Primeira-Dama, vai capacitar, nos próximos cinco anos 5 anos, cerca de 2.5 milhões de mulheres no meio rural, em matérias de educação nutricional, beneficiando cerca de 5 milhões de crianças.

O Programa de Educação Nutricional “CRESCER BEM”, que é uma iniciativa do Gabinete da Primeira-Dama da República, em articulação com o Governo da República de Moçambique, tem como objectivo consciencializar e mobilizar toda a sociedade moçambicana em particular as gestantes, mães e cuidadora, privilegiando as mulheres rurais.

A iniciativa de Isaura Nyusi surge dada a realidade do país em que crianças afectadas pela desnutrição crónica são acometidas de forma irreversível por limitações no seu desenvolvimento humano, afectando o seu bem-estar e a sua contribuição para o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridas e do país em geral.

A promoção da educação das raparigas e mulheres, a equidade de gênero e o combate aos vários males que comprometem o desenvolvimento e o bem-estar da mulher estão entre as principais prioridades da Primeira-Dama Moçambicana, por esta razão que a elegemos como a nossa FIGURA DO ANO.

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