Nampula: Jovem embriagado invade quarto e tenta incendiar mulheres e crianças que participavam de uma despedida de solteiro

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Nampula (IKWELI) – O último fim-de-semana não foi nada agradável em alguns pontos da cidade de Nampula, e relatos que nos chegam do bairro Marrere indicam que um jovem, em estado de embriaguez, invadiu o quarto de uma estância turística, onde, com recurso a um extintor, “pulverizou” mulheres e crianças que participavam de uma despedida de solteira.

A situação deixou o local em alvoroço, e para se defender do agressor, as mulheres viram-se obrigadas a recorrer ao uso da força para salvaguardar a sua integridade física.

Ao certo, desconhecem-se as intenções do indivíduo, o qual, paralelamente, segundo apuramos, tenta um processo contra as senhoras, mesmo reconhecendo que tenha sido o mesmo que começou o imbróglio.

Agastado com a situação, narra o proprietário, em documento na posse do Ikweli, que “o cidadão em causa, por volta das 22h, dirigiu-se a um dos quartos onde decorria uma festa de despedida de solteiro de uma hóspede, com mais de 15 participantes adultos e 3 crianças, bateu a porta e a hóspede abriu o quarto pensando que se tratava de um dos colaboradores e em seguida abriu o extintor que havia, previamente retirado do corredor, e tentou atear fogo, pois estava munido com um isqueiro”. “A situação criou pânico no seio dos clientes que se encontravam tanto no quarto em causa bem como no pátio do estabelecimento. O pior só não aconteceu graças a rápida intervenção de uma das integrantes do grupo que conseguiu arrancar o extintor e o isqueiro que o cidadão trazia”, prossegue a mesma nota.

Por ironia do destino, encontrava-se no local o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), e como autoridade tentou apaziguar a situação para evitar o pior, ainda que o infractor seja um indivíduo das suas relações, mas nada tinha a ver Zacarias Nacute, segundo apuramos, com precisão, de outras fontes que assistiram a contenda.

A atitude de Nacute foi, de facto, segundo tomamos conhecimento, de autoridade, pois evitou que o cidadão fosse linchado, pois, nem mesmo os seguranças da instituição visada agiram de forma a repor a ordem e tranquilidade públicas.

Ao enfrentar a fúria das vítimas, Nacute evitou que o indivíduo em causa fosse linchado, tanto quanto sempre apelou que fossem a uma subunidade policial.

Esta intervenção do porta-voz da PRM em Nampula foi vista como sendo abuso de autoridade, segundo a nota que tivemos acesso.

“Estranhamente, Zacarias Nacute que estava na companhia do visado defendia que o mesmo devia ser conduzido às autoridades policiais para a devida responsabilização. Chegados ao posto policial que se localiza na Faina, Zacarias Nacute tratou de exibir que era superintendente da polícia e porta-voz. Esse procedimento deixou agastado tanto os representantes das vítimas de tentativa de assassinato, bem como aos proprietários do estabelecimento”, lê-se na nota cujo conteúdo temos vindo a citar.

Uma senhora que assistiu a confusão, e que pediu o anonimato, contou ao Ikweli que “se não fosse o Nacute, a situação seria pior. As pessoas estavam muito emotivas e não queriam dar ouvidos a ninguém, tanto que ele tentou, sem sucesso, dissuadir as pessoas fazendo ameaças leves para chamar a razão dos envolvidos”. “Ele assegurou que polícia é polícia, com ou sem farda, por isso sempre apelou que as pessoas fossem levadas para uma esquadra, mas acho que os outros queriam algo com ele e foram dizendo que ele está a se exibir”.

É neste desentendimento que as vítimas denunciaram o caso ao Comando Provincial da PRM com o conhecimento do Comando-Geral, com o intuito de que Nacute seja punido.

Cheila Damas, umas das vítimas, contou ao Ikweli alega que Nacute agiu a favor do seu conhecido, e será por isso que as coisas no país não andam como o desejado.

Intervim no caso para evitar que aquele indivíduo fosse linchado

Chamado a reagir as acusações que pesam sobre si, Zacarias Nacute confessa ser um conhecido do indivíduo em causa, mas disse que ao intervir no caso é porque estava no local do acontecimento e, por se tratar de autoridade policial, teve que dar o seu máximo para evitar um possível linchamento ao mesmo.

“Eu na qualidade de autoridade policial intervim no caso para evitar que aquele indivíduo fosse linchado por aquelas senhoras. Após ter socorrido esse cidadão encaminhei a esquadra mais próxima para dar seguimento criminal. Agora, o resto aí que estão a falar não sei o que se trata, mas o que aconteceu é isso, eu na qualidade de agente da polícia fui socorrer um cidadão que estava a ser agredido”, disse Zacarias Nacute, que também descreve a atitude dos proprietários do hotel como tentativa de manchar a sua imagem. (Redação)

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