Moçambique já tem tecnologia para produção comercial de trigo

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Maputo (IKWELI) – O Presidente da República (PR), Filipe Nyusi, garantiu nesta quarta-feira (31 de Agosto), a margem da abertura do I Simpósio de Investigação Agrária, que o país já dispõe de tecnologia para a produção comercial do trigo.

Com efeito, o Governo vai investir, nos próximos dois anos e meio, 3 biliões de meticais na Investigação agraria.

“A Investigação Agrária representa um instrumento determinante no crescimento e desenvolvimento económico do país, desenvolvendo soluções tecnológicas para combate a fome e insegurança alimentar que ainda aflige cerca de 30% da população moçambicana”, disse o PR, prosseguindo que “o conjunto dos participantes do I Simpósio de Investigação agraria, constituem uma amostra representativa da massa critica relevante e autorizada para os propósitos da agenda do I Simpósio, a crítica construtiva do sector da agricultura”, por isso, “este conhecimento deve ser a principal fonte de transformação tecnológica da agricultura e mudança da condição de vida das famílias moçambicanas”.

Segundo Filipe Nyusi, “ao longo das últimas décadas, a Investigação Agrária em Moçambique tem enfrentado grandes desafios, com destaque para: (i) exiguidade de recursos financeiros e inconsistência na alocação dos mesmos; (ii) fraca participação do sector privado; a melhoraria das condições de trabalho dos investigadores para que se sintam motivados de levar a cabo suas atividades”.

Não obstante estas adversidades, prossegue o PR, os investigadores têm sido capazes de alcançar avanços significativos no domínio da investigação, que hoje representam um dos maiores activos do sector agropecuário em forma de “estudos de solos, clima, zoneamentos agrários; Conhecimento de doenças epragas; Produção de vacinas (que nos últimos dois anos teve um aumento de 22,7 milhões de doses anual de vacinas para 46,6 milhões de doses anual de vacinas), permitindo que mais de 80% do efectivo animal fosse vacinado contra as principais doenças); Melhoria genética na agricultura e na pecuária; Estudossocioeconómicos”.

Nestes desafios, o destaque vai ainda para a libertação de variedades de sementes melhoradas e adaptadas às condições do país.

“A equipa de investigadores do trigo, concluiu o seu programa de investigação e já temos variedades de alto potencial produtivo e adaptadas a as condições do nosso país”, disse Nyusi, assegurando que “os resultados da pesquisa no trigo, indicam o potencial de produtividade de 7t/ha no Niassa e de 4t/ha para outras regiões”.

Com isso, é a exigência do PR que “os próximos passos são a libertação da variedade e a disseminação desta tecnologia, que passará pela multiplicação massiva de sementes e treinamento dos nossosextensionistas e dos nossos produtores”, reconhecendo que “um dos principais problemas que torna Moçambique como um dos países com mais baixo índice de tecnologia, tem sido a transferência e massificação do uso das mesmas pelo tecido produtivo nacional”.

Mesmo diante deste desafio, Moçambique tem exemplos a seguirem seguidos, e de acordo com o PR “os Pacotes Tecnológicos disseminados pelo SUSTENTA, foram definidos com base no conhecimento desenvolvido pelos nossos investigadores aqui presentes e representados, e foram alocados mediante amatriz de produção nacional, potencial de geração de renda, fornecimento de matéria-prima a indústria local e procura do mercado global”, tanto que “a associação do pacote tecnológico (semente, fertilizante e agroquímicos) à assistência  técnica  de  extensão  rural  tem resultado num aumento de produtividade e produção e da receita agrícola familiar, o que se tem refletido no crescimento económico do país”.

É desejo do estadista que questões “como desenvolver de forma sustentável tecnologias que respondam aos desafios nacionais? Como fazer chegar as tecnologias aqui apresentadas aos nossos produtores? Como garantir a adopção destas tecnologias por parte do tecido produtivo”, sejam, alargadamente, discutidos no evento de dois dias.

Em 2020, dentro da constatação, com base em evidências de que a fraca modernização das técnicas epráticas agrícolas, o insuficiente desenvolvimento do capital humano e a insuficiente organização e coordenação de cadeias de valor se afiguram como as principais causas da baixa competitividade da agricultura em Moçambique, foi lançado o Programa de Integração da Agricultura Familiar em Cadeias de Valor, o SUSTENTA.

Durante o I Simpósio de Investigação agraria, vai ser feita a avaliação do SUSTENTA e o impacto que o mesmo está a ter na transferência de tecnologia para o tecido produtivo nacional.

Um dos principais desafios tem sido a alocação de recursos para este sector, escolhemos este fórum para anunciar que nos próximos dois anos e meio iremos alocar 3 biliões de meticais, orientados pararequalificação dos laboratórios de investigação e de produção de vacinas, e de campos de multiplicação de sementes pré-básica e básica (sementes do melhorador).

Depois da extensão, a grande prioridade do sector da agricultura será a investigação e a produção de sementes, uma vez que a transformação deste sector começa com a ligação da investigação a produção por meio dos extensionistas.

O Governo de Moçambique, tem como uma das principais tarefas assegurar uma boa base de investigação e transferência de tecnologias aos nossos produtores, daí a essência do SUSTENTA. (Redação)

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