Maputo é capital africana do algodão

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Maputo (IKWELI) – A capital moçambicana, Maputo, acolheu nesta quinta-feira, 30 de Junho, a XV Sessão do Fórum do Algodão da África Austral e Oriental (SEACF), evento que serviu em torno da transição da produção convencional do algodão para a produção orgânica.

Intervindo na ocasião, o Inspectora-geral do Ministério da Agricultura (MADER), Rui Mapatse, disse o “fórum, acontece num momento em que o mundo está a dar passos para uma agricultura orientada para produção sustentável e voltada à conservação dos recursos naturais, e Moçambique não esta alheio a esta tendência actual. Tendência esta, que está alinhada com compromisso assumido por Moçambique nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e no Programa Quinquenal do Governo”.

“A agenda do algodão Orgânico em Moçambique é emergente e está enquadrada na Política de desenvolvimento do Sector Agrário e na Política de integração do Sector familiar em cadeias de valor Produtivas”, garantiu Mapatse, apontando que “um dos desafios lançados para reflexão neste fórum é a transição da produção convencional do algodão para a produção orgânica, tendo em conta a realidade de cada um dos países membros”.

Num outro desenvolvimento, a fonte afirmou que “a produção de algodão orgânico pelos produtores do sector familiar constitui uma oportunidade para o aumento da renda das famílias rurais e para melhoria da qualidade de vida. É igualmente uma oportunidade para o País, para a diversificação do mercado, maior contribuição na Balança de pagamentos e atracão de mais investimento tendo em conta o potencial de Produção que o Pais dispõe para responder a este mercado crescente e promissor”.

Ainda assim, o Inspectora-geral do MADER reconhece que “estamos cientes que esta transição ou a exploração deste mercado do algodão Orgânico tem desafios relativos a Tecnologia adequada, Pesquisa das melhores práticas, pacote tecnológicos, assistência técnica aos produtores, mudanças culturais e acesso a financiamento, facto que irá requer empenho e comprometimento individual de cada País e esforço de todos como membros do SEACF”.

O SEACF é um fórum técnico formado por países produtores do algodão da África Austral e Oriental, criado em 1998 com o objectivo de estabelecer uma rede de discussão de assuntos técnicos de interesse comumno algodão, que afectam as duas regiões.

As sessões deste Fórum são bienais e organizadas de forma rotativa pelos países membros constituídos por: Moçambique, Malawi, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabué, Quénia e Uganda, tendo a última sessão sido suspensas por causa da Covid-19. As últimas sessões foram realizadas na Tanzânia (2008), Zâmbia (2010), Quênia (2012), Moçambique (2014), Brasil (2016) e Zimbábue (2018). Será a segunda vez queMoçambique país acolherá o SEACF.

A organização do evento é coordenada entre Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM,IP) e o Comité Consultivo Internacional do Algodão (ICAC) e contamos com 80 participantes.

No presente ano, para além da participação dos países da África Austral e Oriental que produzem algodão, o evento contará com a participação de outros países convidados como: Nigéria, costa do Marfim, Índia, USA, Alemanha, Reino Unido e Suíça.

Este evento constitui uma oportunidade para Moçambique preparar um roteiro para introdução do algodão orgânico e esperamos como resultados, adquirir bases sólidas para delinear um roteiro de introdução da produção orgânica e expor as oportunidades e potencialidades de Moçambique para atracção de investimentos públicos e privados ao longo da cadeia de valor do algodão.

Os países que irão participar estão avançados na produção do algodão orgânico e Moçambique pretende aproveitar a presença deste país, para também diversificar a qualidade do algodão.

A iniciativa de produção de algodão orgânico será implementada pelo sector privado e pelos produtores e o IAOM entrará com papel de regulador. (Redação)

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