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Tartarugas marinhas das Ilhas Primeiras e Segundas passam a ter maior protecção

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Maputo (IKWELI) – A Fundação para Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e a WWF Moçambique assinaram, no início de Junho de 2022, um acordo de subvenção para um novo projecto de monitoria das tartarugas marinhas na Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas (APAIPS), através da colocação de etiquetas satélites nas tartarugas.

A APAIPS é uma das maiores áreas marinhas da África localizada no norte de Moçambique, nas províncias de Nampula e Zambézia. Com uma superfície de aproximadamente 1.040.926 ha (hectares) e por uma faixa terrestre de 205 km, o arquipélago das Ilhas Primeiras e Segundas forma uma região de grande influência marinha onde se desenvolve uma extensa “cordilheira de recifes” de profundidade que em certos locais afloram à superfície, com elevada riqueza em diversidade biológica.

Esta iniciativa tem em vista a melhoria do conhecimento em tempo real, das rotas de migração das tartarugas que nidificam nas ilhas da APAIPS. O projecto é financiado através do programa Cartão bio, uma parceria entre o Banco Comercial de Investimentos (BCI) e a BIOFUND, onde uma percentagem do valor da anuidade do cartão e do uso do cartão é canalizado para apoiar projectos de conservação de biodiversidade.

No âmbito do projecto, prevê-se igualmente a implementação de um plano de comunicação, como forma de sensibilizar as comunidades locais a todos níveis, para o seu envolvimento na conservação das tartarugas marinhas. Com esta parceria, a BIOFUND pretende apoiar cada vez mais aspectos de pesquisa e inovação relacionados com a conservação da biodiversidade, promovendo acções de sensibilização ambiental sobre temas relevantes.

De acordo com estudos feitos, pouco se sabe sobre as tartarugas marinhas em Moçambique, excepto em áreas específicas onde decorrem programas mais consistentes de monitoria e investigação, como é o caso da Ilha de Inhaca, Ponta do Ouro, Ponta Santa Maria, Arquipélago do Bazaruto e Ilhas de Vamizi e Rongui. Nas Ilhas Primeiras e Segundas algumas acções de monitoria e marcação foram levadas a cabo (com marcadores de titânio que são aplicados na barbatana) entre os anos 2005-2010. Os dados dessas monitorias, demonstram a ocorrência de ninhos de tartarugas verde nas Ilhas Primeiras e Segundas. (Redação)