Acordado preço de referência do algodão na campanha 2021/2022

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Maputo (IKWELI) – O Governo, as associações das empresas do sector e a associação de produtores familiares de algodão de Moçambique acordaram hoje o preço de referência para o algodão caroco para a Campanha Agraria 2021/2022.

O acordo foi alcançado depois de negociações entre as partes, mediadas. Os produtores familiares haviam trazido a proposta de um preço de 35 Mts/KG e as empresas uma sugestão de 30 Mts/KG. Com a moderação do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), através do Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique, o preço a vigorar até a campanha agrícola do próximo ano será de 33 Mts.

O facto foi anunciado na manhã desta quinta-feira (26), pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Ismael Correia, num evento que juntou as três partes, o qual serviu para se fazer o balanço de uma intervenção inédita na relação entre as três partes.

Há dois anos, aquando de acordo similar para novos preços mínimos – num momento em que o preço tinha baixado drasticamente e algumas empresas equacionam abandonar a compra do produto – o Governo decidiu injectar 240 milhões de Meticais de subsídios às empresas, garantindo a manutenção da sua ligação com 150 mil produtores familiares (cerca de 800 mil pessoas).

O impacto dessa intervenção para a economia foi tremendo. O negócio gerou 20 milhões de USD, 50% dos quais foi encaixe directo dos produtores e 10% (2 milhões de USD para empresas de logística). Estes dados foram aferidos por um estudo independente, apresentado no evento desta manhã. “A lógica dos subsídios, aplicada noutras geografias, surtiu o efeito”, frisou o Ministro. Esta política vai continuar, acrescentou, dado o impacto positivo deste sector, uma cultura de exportação de excelência, na balança de pagamentos e na balança comercial.

“Hoje atingimos uma das mais maiores exportações dos últimos 50 anos”, um dado histórico, de acordo com o Ministro, significando um aumento de rendimento de 150 mil famílias, em 32%, o qual vem em boa hora sobretudo devido à actual crise inflacionaria, que vigora em todo mundo, decorrente do conflito entre a Rússia e o Ucrânia. (Redação)

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