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Maleiane entende que Moçambique tem tudo para deixar de importar o peixe

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Nampula (IKWELI) – O Primeiro Ministro (PM) moçambicano, Adriano Maleiane, considera que o país tem todas as condições para deixar de depender do peixe importado, para tal apela a intensificação da produção e produtividade do pescado à escala nacional.

Para o Primeiro Ministro, Moçambique tem, também, no sector de peixe como alternativa principal para incrementar a sua economia, sem depender apenas do sector da exploração mineira, com destaque para o gás.

“A pesca pode ser a fonte alternativa (da economia nacional), não só o gás. Pode ser que este seja de facto um outro com que podemos investir todo nosso conhecimento para podermos trazer Moçambique (…). Não podemos continuar a importar peixe, seja qual for o peixe, para um país com toda potencialidade que nós temos. Temos que fechar essa cadeia de valor para que tudo aconteça, produção, comercialização, processamento, tudo aqui”, destacou Adriano Maleiane.

O optimismo do Primeiro Ministro Adriano foi manifestado, recentemente, no posto Administrativo de Namaita, distrito de Rapale, na província de Nampula, durante o lançamento da segunda fase do programa designado “mais peixe”.

Segundo o PM, com a implementação da segunda fase do programa mais peixe, pretende-se consolidar os ganhos alcançados durante a primeira fase, cujo lançamento foi feito em 2019, implementado por apenas três províncias, nomeadamente, Nampula, Sofala e Zambézia.

Durante a primeira fase do programa mais peixe, estima-se que houve uma produção de mais de 10 mil toneladas de peixe, nas três províncias. Para a segunda fase, recentemente lançada, prevê-se a expansão do programa para as províncias de Cabo Delgado, Teté, Manica e Niassa e, ao todo, espera-se que sejam financiados e assistidos 4 mil pescadores artesanais e 16 empresas do ramo pesqueiro.

“Para o efeito, continuaremos a criar condições para garantir subvenções financeiras orientadas para duas janelas de financiamento, designadamente, pesca artesanal e pesca de aquacultura comercial”, continuou Maleiane.

Segundo reiterou o governante, no domínio da pesca da aquacultura comercial, o governo continuará a implementar acções visando melhorar a competitividade das pequenas e médias empresas, destacando-se o aumento da produtividade e produção, conservação, comercialização do pescado, incluindo de alvinos e ração de peixe em cativeiro.

“Estamos certos que com a implementação da segunda fase do programa irá impulsionar o aumento da produção produtividade pesqueira, contribuindo deste moto para o desenvolvimento socioeconómico e, consequentemente, para o bem-estar do povo moçambicano”, destacou o PM.

O apelo renovado de Adriano Maleiane é no sentido de que “tenhamos a pesca e aquicultura em toda a sua cadeia de valor como uma oportunidade para novos negócios, tais como a produção de alvinos, gaiolas, ração, processamento e comercialização do pescado, dentre outros”, disse destacando que “há condições para crescermos mais”.

Importa referir que no Posto Administrativo de Namaita, Maleiane testemunhou a primeira colheita da produção de peixe do projecto da aquacultura comercial de tilapia em gaiola flutuante. (Constantino Henriques)