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PRM neutraliza líder do “grupo dos 15” em Nampula

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Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, apresentou nesta quarta-feira (04) o suposto líder do grupo dos malfeitores, vulgarmente conhecido por “grupo de 15”, que continua a semear pânico na cidade e província de Nampula, no norte de Moçambique.

Trata-se de um jovem de 33 anos de idade e residente no mais populoso bairro do país, Namicopo, e que na praça ficou conhecido como Litos. O mesmo é tido como que possui fortes ligações com “C4 Pedro de Namicopo”, outro famoso no mundo do crime.

A PRM disse ter feito trabalho apurado de investigação para concluir que Litos é o cabecilha do “G15”. Aliás, em conformidade com a polícia, o jovem em causa é o principal mentor de roubo de motorizadas e outros electrodomésticos, uma vez ser, também, o responsável pela compra dos mesmos bens roubados.

Como amostra, na exibição desta quarta-feira, os policiais apresentaram três motorizadas, quantidade não especificada de telefones celulares, bem como televisores recuperados das mãos do referido indivíduo.

“Trata-se do cabecilha do grupo 15 ao nível da cidade e província de Nampula. Este indivíduo é potencial criminoso e vem comprando material roubado e é catalisador do crime ao nível da província de Nampula, em particular a cidade de Nampula e, face a esta situação, a polícia já vinha procurando este cidadão e após um trabalho de investigação foi possível a neutralização do mesmo e recuperação de três motorizadas, telefones celulares e um televisor que estavam em sua posse”, disse Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula, para quem “neste momento decorrem todos tramites legais para a responsabilização do mesmo pelos factos cometidos”.

A criminalidade poderá reduzir na província

A neutralização do alegado líder do G15 é descrita pela Polícia da República de Moçambique, através do seu porta-voz, como um sinal positivo no restabelecimento da ordem e tranquilidade públicas na cidade e província de Nampula.

“O foco é a colaboração do próprio Litos na denúncia de outros integrantes da quadrilha. Já nos avançou alguns nomes que podemos fazer algum trabalho para a neutralização dos mesmos, mas com a detenção deste indivíduo os grupos 15 não terão mais onde fazer o encaminhamento dos bens roubados, daí que pensamos nós que o índice de criminalidade irá reduzir em alguma medida”, perspectivou Zacarias Nacute.

“Mas o nosso trabalho não irá terminar por aqui, vamos continuar a trabalhar até que outros integrantes da quadrilha, as pessoas que tem vendido os bens roubados para Litos possam ser encaminhados, também, as nossas subunidades policiais”, acrescentou o porta-voz da corporação.

Mas o líder disse que a PRM falhou o alvo

Confrontado pela imprensa em Nampula sobre as razões que o levaram a parar nas celas da 1ª Esquadra da PRM, Litos disse não fazer parte das alegações levantadas pela polícia. Aliás, para ele, a polícia falhou a sondagem.

“O que me leva a parar aqui é que houve dúvidas. A polícia investigou e não está a apanhar a matéria, está a dizer que eu comprei 50 motas e 60 motores de motas, por isso eles fizeram investigação e apanharam tudo errado, começaram a dizer que você é comprador e eu disse que já fui comprador, eu já deixei há dois anos de fazer essa vida”, alegou o indiciado.

Questionado sobre como conheceu o comparsa C4 Pedro de Namicopo, respondeu que “conheço C4 Pedro porque vive na mesma zona comigo. Ele não tem interesse de mim nem eu tenho interesse dele, nunca trabalhei com ele e nunca fiquei perto dele. Esse assunto de comprar essas boladas eu já deixei há dois anos”.

Entretanto, não se trata da primeira vez que Litos fica encarcerado. “A última vez que fiquei preso foi há dois anos por motivos desses assuntos mesmos. Nunca comprei nada com C4, se eu fosse melhor comprador já teria cheio das coisas aqui. A fonte deles deu informação errada porque não se recuperou nenhuma mota e nenhum motor”, reiterou o indiciado.

Para além do líder do G15, a PRM apresentou, na ocasião, quatro indivíduos indiciados de vandalizar e roubar os cabos eléctricos da empresa Electricidade de Moçambique, feitos na base de cobre. (Constantino Henriques)