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Namiepe: imundície “assalta” mercado particular da circunscrição

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Nampula (IKWELI) – O ambiente de higiene e saneamento do meio no principal mercado da unidade residencial de Namiepe, no populoso bairro de Namicopo, encontra-se em uma situação precariedade, sendo que o não manuseamento de resíduos sólidos pode constituir um perigo para a saúde dos utentes.

Para além dos utentes, moradores locais, também, queixam-se do mau cheiro e das moscas que saem da lixeira em referência, ao que apelam por uma intervenção do conselho autárquico da cidade de Nampula.

Os vendedores do mercado de Namiepe, em entrevista ao Ikweli, disseram que vivem com esta realidade há muitos meses, sob olhar impávido da edilidade, que mesmo nesta situação contra a cobrar taxas.

Na interação com a nossa equipa de reportagem, os vendedores lembram que o autarca Paúlo Vahanle, durante a sua campanha em 2019, prometeu melhorar aquele mercado, mas nada mudou, tanto que já eleito, Vahanle não mais retomou a Namiepe.

Helena Rosário, casada, mãe de três filhos e vendedeira há 3 anos, afira que “estamos a sofrer, as moscas que saem da lixeira entram nos nossos produtos. Gostaria que tivéssemos um novo mercado, porque aqui, muitas vezes, apanhamos doenças por causa do lixo, e quando chove entra muita água nas bancas”.

O Chefe do referido mercado, Cadir Massiaze, também, confirmou a existência do lixo, mas diz que os fiscais que ali chegam não resolvem nada. “Sempre diz que vai colocar a questão lá em cima e não volta mais, apenas volta para cobrar e quando cobra não deixa nenhuma banca, mesmo dizer que não vendi nada ele cobra, mas estamos com lixo há muito tempo, desconseguem fazer algo, aqui receitas saem completas”, disse a fonte referindo-se a um dos cobradores da edilidade que colecta receitas naquele ponto.

Residente em Namiepe desde o ano de 2010, Taibo Abudo entende que “esse é um bairro esquecido, por isso que o lixo está mesmo pendente, sem esquecer que aqui não tem casa de banho. Outras pessoas fazem necessidades, maiores e menores, ao ar livre, e se houvesse uma oportunidade era de arranjar um outro lugar”.

João António, cidadão que disponibilizou o local para o mercado, disse ao Ikweli, que no ano passado recebeu plástico e que o caso de lixo foi reportado ao secretário do bairro, mas nada mudou até aos nossos dias.

“O município não chega aqui”, afirmou Abudo Arussi, chefe de mercado, o qual prossegue dizendo que “só vem o fiscal para fazer as cobranças. Nós recordamos o fiscal todos os dias, mas não recolhem o lixo e outra coisa precisamos de chapas de zinco e pau grande para fixar o mercado”.

Para além do lixo, o mercado de Namiepe apresenta-se em avançado estado de degradação. Os vendedores e moradores queixam-se da falta de chapas de zinco e da requalificação geral, tal como defendeu, Nelson Armindo que está a 3 anos naquele mercado. “Temos falta de plástico ou chapas de zinco para cobrir o teto. Por exemplo, nós sofremos muito no tempo chuvoso, principalmente com o último ciclone Gombe. Há dois anos atrás o município prometeu trazer alguns materiais e até agora não vimos nada”. (Atija Chá)