Nampula: Preço do “chapa-100” vai estar mais caro a partir da próxima segunda-feira

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Nampula (IKWELI) – A Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA) anunciou na manha da última quarta-feira (20) que, a partir do próximo dia 25 do corrente mês, as tarifas aplicadas no transporte semi-colectivos de pessoas e bens nas rotas urbanas daquele ponto do país vai ser agravados.

Esta decisão foi tomada em consequência do silencio do ofício da agremiação submetido a edilidade local propondo o aumento, o que fez com que a interpretação fosse uma autorização tacita, tendo em conta que o prazo legal para a resposta esgotou.

“Convocamos esta conferência de Imprensa para colocarmos a par os nossos concidadãos e as autoridades da administração pública a nível da província de Nampula que, por conta da crescente subida dos preços dos consumíveis para a área de transportes, exactamente o combustível e outros insumos, voltamos a ter necessidade de incrementar o preço a nível da cidade. Este processo não começou nas últimas duas alterações, já é um processo que vinha decorrendo desde o mês de Novembro do ano de 2021. Contudo, nós não encontramos uma resposta plausível por parte do Conselho Municipal. Temos cartas assinadas e que dão evidências de que nós metemos cartas a pedido de alteração do preço do vulgo chapa, assim como do táxi, tanto táxi de viaturas, como de mota”, adiantou o vice-presidente da ASTRA, Zeca Alberto.

Em conferência de Imprensa convocada pela ASTRA, Zeca Alberto recordou que foram envidados esforços no sentido de os transportadores encontrarem solução junto do município. Aliás, o assunto do agravamento do preço que no mês passado resultou numa paralisação das actividades de circulação dos transportes mereceu a intervenção do Secretário do Estado na província de Nampula, Mety Gondola, que reuniu as partes para debater e dar fim sem, no entanto, colocar em prejuízo os operadores e os utentes dos transportes.

Mas de acordo com o representante da ASTRA, o conselho municipal colocou prazos acima de prazos, sob alegação de dar resposta aos operadores que se sentem sufocados pelo aumento do preço de combustíveis. Até porque, segundo a fonte, a situação piorou com a última subida do preço dos combustíveis, onde a ASTRA voltou a pedir a autorização da alteração da taxa de transportes na urbe, mesmo com comissões criadas para o efeito.

“A última promessa é que o assunto teria sido levado à assembleia no dia 12 do mês em curso, mas ficamos a saber que não mereceu discussão, também, na assembleia”, mostrou-se preocupado Zeca Alberto, para quem a associação que lidera recorreu aos instrumentos legais vigentes no país para justificar a sua decisão mesmo sem o aval do executivo do conselho autárquico chefiado por Paulo Vahanle.

A ser assim, a ASTRA concluiu que a partir do dia 25 de Abril corrente, o preço de transporte público na cidade de Nampula passa dos actuais 10,00Mt (dez meticais) para 15,00Mt (quinze meticais), como forma de reduzir os impactos do aumento do preço de combustíveis o que afecta de sobremaneira o sector de transportes.

O vice-presidente da ASTRA explica os prejuízos do sector de transportes na medida em que, quando os valores a serem pagos ao transportador ficam corroídos pela despesa, o que acontece é que tanto os transportadores, quanto os transportados entram em prejuízo, isso porque os transportadores ficam refém sem ter capacidade de investir mais na área, ou então colocar os serviços à altura dos seus clientes.

“Primeiro partimos do pressuposto que temos dispositivos legais que nos permitem agravar o preço e em segundo, a nossa interlocutora colocava-se numa situação de não ter poderes suficientes para acomodar os nossos interesses”, concluiu o entrevistado para quem acredita na insensibilidade da autarquia de Nampula e adianta que no agravamento do preço haverá bonificação aos estudantes que apresentarem cartões de estudantes, as crianças e os idosos, ou seja, para esses a taxa de pagamento vai permanecer 10,00Mt, porém, não esclareceu em quais formas será cumprida a prerrogativa. (Esmeraldo Boquisse)

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