Malawi continua sendo o país do interland que mais usa o Porto de Nacala

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Nacala (IKWELI) – A República do Malawi continua a evidenciar-se na exploração do Porto de Nacala, sendo que em média, o país vizinho é detentor de 16% da carga manuseada em contentores naquela estação marítima localizada na província de Nampula, no norte de Moçambique.

Dos produtos de interesse do Malawi, destacam-se fertilizantes, para agricultura, bem como o clínquer para a produção do cimento de construção civil.  A pretensão actual daquele país é de se tornar, também, referência na área dos combustíveis.

Dada a importância que o Porto de Nacala representa no desenvolvimento económico de Malawi, Lazarus Chakwera, presidente daquele país vizinho, visitou na última quinta-feira (21) aquela estação fluvial, a convite do Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi.

“Este porto move a economia de Moçambique e do Malawi. Este porto tem a capacidade para receber todo tipo de navios e está a ser totalmente reconstruído, para tornar mais flexível e competitivo. O equipamento que estamos a ver aqui é de alta qualidade que não tem noutros portos da África, incluindo Moçambique.  Portanto, presidente esta é a sua casa. Eu tenho dito aos Caminhos de Ferro para acarinhar no máximo o Malawi”, disse Filipe Nyusi, Presidente da República de Moçambique.

Na ocasião, Lazarus Chakwera reiterou a influência positiva que o Porto e o corredor de Nacala fazem na economia do seu país. Nessa senda, Chakwera garante continuar a colaborar com a parte moçambicana nas actividades tendentes a criação de melhores condições do porto, assim como o próprio corredor de Nacala.

“Enquanto falamos de fertilizantes e de clínquer para a produção de cimento no Malawi, vamos olhar para outro tipo de cargas importante como por exemplo combustível. Nós precisamos de garantir que usemos estas instalações ao mais alto nível”, disse Lazarus Chakwera.

“Então, nesse caso nós estamos para servir o povo de Malawi e de Moçambique e precisamos apoiar as operações do porto, assim como o desenvolvimento do corredor de Nacala, porque com certeza tem certos pontos onde precisam de ser alterados, e Malawi vai ser o prioritário para servir este espaço, existem outros países, mas o Presidente disse que a prioridade tem que ser Malawi”, continuou o presidente malawiano.

“Acreditamos que esse tipo de coisas torna esta região mais industrializada, transformada por via desta integração no movimento de pessoas e bens. Acredito que este projecto vai trazer o desenvolvimento dos dois países”, frisou o Estadista malawiano.

A visita dos dois presidentes acontece numa altura em que os trabalhos de reabilitação do Porto de Nacala estão num nível avançado, e conta actualmente com a instalação de equipamentos modernos, esperando-se que sejam concluídos até Abril de 2023.

“O Porto de Nacala, apoiado pelo Corredor de Desenvolvimento de Nacala, é outra importante paz no desenvolvimento social e económico do Malawi, uma vez que facilita o transporte mais barato de importações para o país, através da ferrovia para Lilongwe”, escreve Nyaza Times, um portal electrónico malawiano.

Em conformidade com o mesmo portal electrónico, para além da energia, “outras áreas de interesse para Malawi, através de laços com Moçambique, também, incluem internet Data Corridor, o Posto Único de Fronteira Malawi – Moçambique, mineração incluindo recursos petrolíferos, oportunidade de investimento do sector privado”. Daí, a visita do presidente malawiano a Moçambique culminará com a assinatura de vários acordos entre os dois países vizinhos. (Constantino Henriques, nosso enviado a Nacala)

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