Nampula: PRM neutraliza 10 malfeitores que semeavam terror no maior prostíbulo do norte de Moçambique

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Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, deteve dez (10) indivíduos que semeavam terror no conhecido prostibulo mais famoso do norte do país, Axinene, localizado na periferia do maior centro urbano da região.

O Axinene, que fica no bairro de Carrupeia, sobejamente na conhecida zona da “Descida”, é um lugar com vários compartimentos, maioritariamente, de sala única, que albergam trabalhadoras de sexo oriundas de vários pontos do país, incluindo dos países vizinhos, precisamente Malawi, Zâmbia e Zimbabwe.

As vítimas contam que as investidas deste grupo de malfeitores remota há anos, por isso cansadas com essas actuações decidiram denunciaram os casos as autoridades policiais, que não tiveram mãos a medir. Lançaram linhas operativas, e imediatamente foi neutralizado o grupo.

O modus operands do grupo é simples. Fazem-se passar por clientes, segundo contaram ao Ikweli as vítimas.

“Nos levam para o quarto, nós achando que eles são clientes, mas chegado lá eles começam a nos agredir, às vezes eles também agridem os nossos clientes”, conta uma das vítimas que não quis dizer o seu nome, afirmando que dos perto de 15 clientes que atende por noite chega a perder a receita em consequência dos assaltos.

Uma outra trabalhadora de sexo que, também, já foi vítima dos meliantes, conta que “esses gatunos que vem nos agredir conhecemos muito bem, e eles também nos conhecem”, por isso escusa-se a revelar a identidade de alguns deles, sobretudo porque “quando eles chegam no quarto, pedem dinheiro e você não tira, eles começam a te obrigar para fazer relações sexuais, e se negas eles te agridem”.

“Agradecemos muito aos agentes da Polícia de Proteção pele trabalho que fizeram, apesar de que ainda faltam mais indivíduos para serem neutralizados”, refere uma outra entrevistada, sublinhando que “quando nossos clientes, estão a regressar para suas casas, os marginais vão atrás deles, espancam-nos e levam tudo o que eles têm, e isso afugenta os nossos clientes, porque quando são agredidos eles não voltam mais e nós ficamos prejudicadas”.

Pela perigosidade que representam para a sociedade, capturados, a Polícia da República de Moçambique encarcerou-os nas celas do comando provincial da corporação.

Do grupo, uns confessam e outros nem por isso, e alegam ser trabalhadores de alguns prostíbulos localizados no mesmo recinto.

“Antigamente eu brincava mal, por isso cumpri uma pena de 3 anos de cadeia”, disse um dos indiciados, justificando que “eu roubava e agredia as pessoas na via pública”, mas “quando sai da cadeia encontrei um trabalho lá no Axinene. As pessoas que praticam esse tipo de actos de agressão e violação sexual com aquelas vendedoras de sexo já não estão nesse recinto, foram encaminhados para a 3ª Esquadra, até elas para garantirem a sua segurança procuram alguém que vive perto daquele recinto ou que trabalha num dos estabelecimentos daquele recinto para namorar com ele”.

“Estou aqui porque me encontraram na minha pensão, onde eu trabalho”, conta um outro indiciado da prática de violação sexual, atirando a culpa para outros indivíduos que supostamente os conhece. “As pessoas que agridem aquelas senhoras não estão nesse recinto”.

Por seu turno, através do seu porta-voz no comando provincial de Nampula, Zacarias Nacute, a PRM diz que essa neutralização dos dez indivíduos é resultado de trabalho operativo que Polícia da República de Moçambique (PRM) e o Serviço de Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

“O trabalho foi realizado mediante uma denúncia que dava conta de uns indivíduos que ameaçam as senhoras que trabalham naquele ponto, violavam sexualmente aquelas senhoras e, também, subtraiam bens dos clientes que aproximavam aquelas zonas boémias”, disse Nacute. (Hermínio Raja)

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