Macomia: detenções ilegais e baleamento de jovem distanciam FDS e populações locais

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Macomia (IKWELI) – Nos últimos dias, no distrito de Macomia, centro de Cabo Delgado, a violência armada terrorista foi reportada, na aldeia Nova Zambézia, posto administrativo de Chai, onde em menos de uma semana, os terroristas, atacaram posições das Forças de Defesa e Segurança (FDS), deixando pelo menos quatro mortos, um deles comandante de uma unidade militar ali afecto, e um elemento das forças locais.

Mas antes destes ataques, os terroristas tinham ceifado a vida de mais um elemento das Forças de Defesa e Segurança, afecto a Unidade de Intervenção Rápida, depois do ataque à uma posição na aldeia V Congresso. O tal agente, que fora decapitado de forma cruel (deixado em pedaços), segundo tinham revelado as Forças de Defesa e Segurança era natural de Niassa e membro da subunidade da mesma província tendo estado em Cabo Delgado, em missão de serviço.

Outrossim, o clima de insegurança, não só afectou as forças moçambicanas, mas também aos cidadãos civis da vila sede de Macomia. Pouco depois do ataque as aldeias da localidade Nacate (Machova e Bangala 2), em finais Fevereiro último, elementos da UIR, sem mandado, capturaram um agente económico local de nome Chafim Agira, sob alegação de ser logístico dos terroristas.

O comerciante, que viajava a Pemba, foi interceptado, num controle com a família. Capturado, a família foi abandonada no local.

Na mesma semana, foram capturados, o seu empregado e outras três pessoas, por sinal deslocados dos postos administrativos de Mucojo e Quiterajo. Chafim e o seu empregado foram restituídos a liberdade, mas os restantes não se sabe ainda o seu paradeiro, de acordo com fontes locais.

A 6 de Março corrente, três agentes da UIR, afectos no distrito de Macomia, balearam na cabeça, um agente económico do bairro Changane, arredores da vila. Os agentes interpelam o comerciante quando ia à sua casa, pouco depois de fechar o seu estabelecimento comercial, por volta das 19 horas.

“Eram agentes devidamente fardados, parece que estiveram a perseguir sempre só naquele dia é que viram a oportunidade de o agredir”, comentou seu colega com quem, também, vende no mesmo mercado, localizado no bairro Changane.

Depois de atingirem por um tiro na cabeça, os agentes puseram em fuga, tendo um deles perdido no local dois celulares e algumas balas, segundo uma fonte familiar, no dia seguinte, as autoridades não prestaram quaisquer socorros, tendo sido a própria família custeado as despesas de transporte para o Hospital Provincial de Pemba, onde está a ser tratado.

Por outro lado…

Há, também, a preocupação, por parte da população de Macomia, do sumiço de alguns residentes das aldeias que foram capturados pelas FDS e que nunca mais voltaram, receando-se que estejam ainda vivos.

Segundo contaram fontes locais, há um jovem que desde que foi supostamente capturado por elementos das FDS, da Unidade de Intervenção Rápida, não regressou a casa há quase um mês.

Diz-se que Ayuba, também conhecido por Manhunha, residente em Changane, é o caso. “Também capturado, alegadamente por ligação com os terroristas, mas os familiares e vizinhos não têm notícia do Manhunha, nunca suspeitaram-no de conduta duvidosa nem ligação com terroristas”, refere uma fonte do Ikweli no terreno.

A mesma fonte conta que “há um outro jovem no bairro Napulubo, esse não sei nome dele, mas também dizem que ainda não regressou, agora o Manhunha os familiares somos vizinhos e na linhagem alargada até somos familiares, mas também ainda não vimos aqui no bairro”.

Igualmente, as nossas fontes dizem que “no ano passado, as Forças de Defesa e Segurança, também, raptaram o comerciante Juma Maere, por motivos desconhecidos e também não regressa a casa, até que os familiares fizeram cerimónias como se de um falecido se trata-se”. (Redação)

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