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Vahanle quer “desfazer-se” do lixo em 10 dias

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  • Mas lamenta que há oito meses que FIPAG não canaliza a edilidade os valores da recém-criada taxa de saneamento.

Nampula (IKWELI) – O autarca de Nampula, Paulo Vahanle, lançou na manha desta quinta-feira (17) uma campanha de recolha massiva dos resíduos sólidos que “assaltaram” a autarquia que dirige no norte de moçambique.

Para fazer valer esta promessa, Vahanle conta com o projecto de saneamento urbano orçado em pouco mais de 16.000.000,00mt (dezasseis milhões de meticais), provenientes do Banco Mundial surge para sanar o velho problema de saneamento deficitário da cidade de Nampula, decorrente do elevado nível de produção de lixo em detrimento da capacidade de recolha que as autoridades municipais enfrentam.

Para o efeito, e no âmbito desse projecto, o presidente do Conselho Autárquico de Nampula, Paulo Vahanle, deu a conhecer que o município alocou uma máquina retroescavadora, dois tractores, duas motorizadas contentores e dez contentores distribuídos em diferentes zonas tidas como sendo de maior foco de acumulação de lixo, meios esses que farão face ao desiderato, sem falar ainda de 16 camiões, também, disponíveis.

No entender do autarca, os meios adquiridos terão impacto positivo na gestão das águas residuais, lamas fecais e valas de drenagem e esgotos no perímetro municipal. E mais, segundo o edil, a iniciativa é uma mais-valia para os munícipes da cidade, sobretudo, na melhoria das condições de saneamento da urbe evitando a eclosão de doenças de origem hídrica.

“O Projecto Saneamento Urbano de Nampula já prevê a introdução no município da taxa de saneamento, o que significa que todos os munícipes que consomem água potável têm o dever de pagar uma taxa mínima”, adiantou o edil, para depois lamentar que “a empresa Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG), está há oito meses que não canaliza ao município os fundos de taxa de saneamento, o que vai implicar atrasos e prejuízos naquilo que é previsto no funcionamento deste fundo”.

Questionado sobre a possível recolha de resíduos nas zonas suburbanas, associado com a intransitabilidade devido a erosão que caracteriza algumas dessas, o presidente garantiu que o plano foi acautelado, sendo que em breve duas empresas do sector de reabilitação das vias de acesso entrarão em funcionamento para mitigar o problema de intransitabilidade.

De acordo com as suas palavras “as vias de acesso foi sempre a nossa aposta, daí que, neste momento, estamos a organizar os meios. Na próxima semana vamos receber um empreiteiro para melhorar as vias de acesso, quer a de Namiteca e a de continuidade da segunda fase da estrada de Marrere”.

O Ikweli soube no local com o pessoal da Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA), de que a cidade produz por dia pouco mais de 300 toneladas de lixo, contra uma capacidade de remoção média diária de 1.102 metros cúbicos. Portanto, um nível de produção que não se adequa com a capacidade dos meios existentes no município para a sua recolha.

“Os focos de acumulação de lixo são muitos e vocês acompanharam que os malfeitores andaram a vandalizar, furtar e vender os nossos contentores, e neste momento estamos a comprar outros equipamentos. A capacidade de produção do lixo é maior em relação a frota que temos. É por essa razão que recorremos ao aluguer de camiões para poder responder esta demanda”, sublinhou o presidente do Conselho Autárquico de Nampula, Paulo Vahanle, no início da campanha de recolha compulsiva de lixo, naquela circunscrição geográfica. (Esmeraldo Boquisse)