“ANA” afectou mais de 12 mil crianças em Nampula

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Nampula (IKWELI) – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, na sigla inglesa) estima que pouco mais de 12 mil crianças terão sido afectadas, na província de Nampula, pela depressão tropical ANA que, durante a semana passada, afectou Moçambique.

Baisamo Juaia, coordenador do UNICEF em Nampula, disse ao Ikweli que esses dados, ainda, são preliminares, estando em curso trabalhos para a apuração do número mais concreto.

Esta fonte disse que, neste momento, estas crianças precisam de apoios de natureza diversa, por isso apela aos parceiros nacionais e internacionais para se juntarem a resposta que está sendo criada para o efeito.

Antecedendo a situação, Juaia diz que “isso levou a nós, como parceiros do Governo, a revisitar todo o exercício que nós já tínhamos feito em termos da nossa preparação para a época chuvosa”, por isso “já tínhamos parte daquele todo exercício, que visa a preparação da província para em momentos de chuvas”,

O coordenador do UNICEF em Nampula partilhou que, “no último encontro do Centro Operativo de Emergências, fomos informados de que cerca de (25.500) pessoas na província de Nampula foram afectadas”, e que “50٪ desta população afectada representa o grupo de crianças dos 0 a 18 anos de idade”.

A maior preocupação desta agência das Nações Unidas é no sentido de que “esta depressão afectou as condições que já tinham sido criadas para que estas crianças, no dia 31 (hoje) pudessem estar a se preparar para irem as salas de aula”.

Com isso, o nosso interlocutor está ciente de que a situação não será fácil para todas as crianças, pois há as que não poderão voltar a escola no tempo previsto em consequência da depressão, não somente no contexto familiar, mas também na situação das infra-estruturas escolares que ficaram destruídas.

“Nós olhamos com muita tristeza as salas de aulas sem teto. Isso significa que as nossas crianças vão ter que iniciar as aulas em condições extremamente precárias, e/ou em condições alternativas”, lamentou a fonte, garantindo que “nós temos que fazer tudo por tudo, para que ajudemos a repor as condições para que as crianças possam estudar de uma forma condigna”.

“Quando nós vimos que a depressão destruiu casas de famílias, e as famílias perderam tudo, também para nós isso tem um significado”, porque “há crianças que já tinham preparado as mochilas, os livros e todo o material escolar. E já devem ter perdido tudo”, então “significa que nós temos que tomar em conta essa possibilidade de reposição de material escolar, para que estas crianças possam ter mínimas condições para o início do ano lectivo”.

“O distrito de Liupo tem número de pessoas mais afectadas com um pouco acima de 8.275, Monapo 7.233 e Moma com 3.856. São esses distritos onde nossas equipes estão no terreno para fazer a avaliação, de modo a trazer dados reias”, afirmou Baisamo Juaia, prosseguindo que “nós já temos uma lista de necessidades, para esses distritos, que são 128 tendas necessárias para serem uma alternativa para as crianças poderem estudar e cerca de 37.830 quites para os estudantes”. (Hermínio Raja)

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