“Moçambique precisa de uma liderança forte para lidar com os problemas que vive” – defende a Nova Democracia

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Nampula (IKWELI) – O partido Nova Democracia que, para fazer face aos actuais problemas que Moçambique enfrenta, o país precisa de uma liderança forte e capaz de encontrar soluções para reduzir e/ou evitar os seus impactos negativos para a população.

Em mensagem de saudação de ano novo, o partido liderado por Salomão Muchanga afirma que “iniciamoso ano novo no meio de várias incertezas que assolam o nosso país. A gestão deficiente da pandemia, acontinuidade das guerras cíclicas e calamidades naturais são alguns destes problemas que precisam de umaliderança forte para reduzir e/ou evitar os seus impactos negativos”.

“Para o Movimento Nova Democracia e a cidadania moçambicana, unem-nos a visão de um país melhor, compolíticas inclusivas, justas, guiadas por planos, estratégias e programas sociais e educativos fortes”, lê-se na mesma nota, a qual prossegue que “a Nova Democracia almeja um Estado que incentiva e respeita a liberdade de expressão baseados na vibrante participação dos moçambicanos nos assuntos da Nação,políticas de defesa assertivas e nunca alienadas, vertidas na defesa do povo, da soberania e território nacional”.

Igualmente, o mais jovem partido moçambicano reconhece que “encerramos um ano difícil, ou seja, mais umano de cólera política e social. No norte do país, milhares de moçambicanas e moçambicanos continuam a sofrer de forma dolorosa as consequências de uma guerra cheia de opacidade e de falta de argumentos firmes para enfrentá-la”, tanto que “a Gestão das finanças e a credibilidade e Soberania do país dentro e fora continuam a deteriorar-se e sem avidez e resoluta atitude, para corrigir e colocar o País no centro do desenvolvimento. Não há nitidamente visão para mudar nada. A nossa educação continua a mostrar resultados baixos, uma educação antipedagógica, dogmática e submissiva, tornando-se cada vez mais, naprincipal barreira para o presente e o futuro da Nação. A igualdade entre mulheres e homens precisa de açõesincisivas e de impacto, para colocar a mulher no pedestal igualitário de oportunidades e de decisão. Continuamos submetidos ao excessivo poder que o Presidente da República (PR) detém sobre a nação eum poder executivo que anexou o legislativo e o judicial numa captura de Estado jamais assistida em partealguma. Os nossos recursos mais prezados, como a madeira, os minerais, os produtos do mar, e outroscontinuam a sair pelas nossas fronteiras sem nenhum benefício para o cidadão isso reflicta nas nossas vidas. Porém, estes 12 meses foram também de grandes vitórias, grandes avanços e razões para acreditar. Acreditar que um país pode se reerguer com firmeza, força e suplantar toda a maledicência e transformar osdesafios em oportunidades”.

A nova Democracia, na sua mensagem, reconhece o papel que tem sido desempenhado pela sociedade civil no exercício da cidadania. “O levantamento e grito por parte da sociedade civil tem sido das forçasmotrizes, para que o governo anti-social seja denunciado, e o povo tome a consciência do furto que passa engendrado por um punhado de criminosos, ávidos em desgraçar o povo em benefício próprio, capturando oEstado em substituição do colono. A força que muitas mulheres têm mostrado no âmbito público e privadopara terminar com as desigualdades no acesso aos seus direitos individuais e colectivos, o empenho de muitos e muitas jovens em ter iniciativas criativas e com potencial, os esforços de muitas e muitos vendedoras/es informais para continuar realizando a sua actividade em meio a pandemia, a consideraçãoda sociedade para com a classe artista, tão esquecida amiúde, são apenas alguns exemplos de resiliência para se manter no meio de um quadro socioeconómico doentio, que bem dirigido, poderia oferecer as oportunidades para o despertar de todo potencial e capacidade humana para o desenvolvimento”.

Ainda assim, a nota avança ainda que “também, queremos recordar ações conjuntas que realizamos como adenúncia da violação ética e moral que supunha o ajuste de subsídios para as altas figuras de governo. Tudoisso após de serem anunciados aumentos dos salários mínimos por valores irrisórios numa já empobrecidamassa trabalhadora do país. Não podemos deixar de mostrar a nossa grande preocupação pela limitação deliberdades a qual estamos sendo acometidos”.

A redução do espaço cívico no país é, ainda, uma das preocupações da Nova Democracia.

Por fim, esta organização política defende a necessidade de “tornar as escolas centros de aprendizagem de relevância para a inserção e participação social, assim como para a solidariedade, boa convivência edesenvolvimento, garantindo o seu acesso a todas as crianças”. (Redação)

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