Contínuo da escola secundária da Barragem, em Nampula, que violou sexualmente menor de idade ameaça de morte a vítima

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Nampula (IKWELI) – O funcionário do sector da Educação afecto na escola secundária da Barragem, na cidade de Nampula, indiciado de violar sexualmente uma menor de 16 anos de idade, por sinal aluna daquele estabelecimento de ensino é, igualmente, acusado de estar a ameaçar de morte a sua vítima, segundo denúncias feitas pelos familiares da menor.

O caso foi dado a conhecer à nossa equipa de reportagem quando se dirigiu à casa da menor para junto da família saber dos passos subsequentes, após a denúncia da suposta violação ocorrida no dia 28 de Setembro último, numa machamba que fica próximo a escola secundária da Barragem, onde o suposto predador sexual é o contínuo da escola.

“Depois daquele acontecimento decorrem alguns trabalhos por parte da direcção da escola, dado que, há vezes que ela tem sido solicitada para falar em torno do assunto”, informou a irmã da vítima, para quem “esse homem fala para as pessoas mais próximas da minha irmãzinha que, em casos de ele ser criminalmente responsabilizado pelo facto ou outra qualquer coisa não agradável, vai matar ela, ou então vai feitiçá-la, porque segundo ele não violou nenhuma menor, ela (a vítima) é grande”.

Considerando as supostas ameaças, a encarregada de educação da menina Ruquia, nome fictício encontrado para omitir a identidade da menor, disse ter informado outros familiares, bem como a direcção da escola como forma de prevenir possíveis acontecimentos nos próximos tempos. Ademais, exigem a responsabilização do suposto predador caso seja provado pelas autoridades competentes que houve violação.

 

Enquanto isso…

Tomamos conhecimento, através da direcção da escola secundária da Barragem, que contra o violador ocorrem dois processos, disciplinar e criminal.

Igualmente, na manhã da última terça-feira (26), a vítima foi solicitada para ser ouvida em torno do caso pela Procuradoria da República da Cidade de Nampula, sendo a primeira solicitação depois de o caso ser publicamente denunciado.

A mesma informação nos foi confirmada pela directora do Serviço Distrital da Educação, Juventude e Tecnologia de Nampula, Cecília Tacarindua que, quando contactada telefonicamente, referiu que “o serviço distrital está a fazer a sua parte. Nós temos o sector jurídico que responde por isso. Estamos a tomar conta do processo, para além de que a própria escola já mandou uma cópia do processo para a Procuradoria da Cidade”. Então isso significa que “correm neste momento dois processos, sendo um disciplinar e outro criminal”. (Esmeraldo Boquisse)

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