Vahanle retira ZAC Construções dos prestadores de serviço da edilidade

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Nampula (IKWELI) – As obras da segunda faixa de rodagem da Avenida Eduardo Mondlane, uma das importantes vias de acessos da cidade de Nampula, no norte de Moçambique, está longe de ser concluída, e as autoridades municipais invocam vários erros cometidos pelo empreiteiro da obra como estando na origem do incumprimento acentuado dos prazos.

Os trabalhos para a asfaltagem da segunda faixa de rodagem da avenida Eduardo Mondlane, tiveram seu início em 20 de Abril do ano em curso com término previsto apara o dia 20 de Setembro deste ano, mas volvido este período a obra está longe de ser concluída. Aliás, segundo o que se pode observar no terreno, nem 10% da obra foi executada.

Por essa razão e para tentar dinamizar o rumo dos trabalhos daquela almejada obra, as autoridades municipais decidiram romper a relação contratual com o empreiteiro ZAC Construções, por alegados sucessivos erros cometidos pela empresa contratada.

“Relactivamente a segunda faixa de Eduardo Mondlane, há dois dias eu tive que reunir com o empreiteiro que ganhou as obras, e nós até agora estamos a cumprir com os prazos, mas tivemos que rescindir o contrato com a ZAC Construções em relação a segunda faixa da Avenida a Eduardo Mondlane e, neste momento, estamos a envidar esforços para negociação com o segundo concorrente que é a empresa do Faizal (ECRAM Construções). Portanto, queremos ver se estará em condições de dar continuidade”, fez saber Paulo Vahanle, presidente do Conselho Autárquico de Nampula.

“Provamos que este concorrente (ZAC Construções) havia cometido erros naquilo que eram projeções do contrato, que era o estudo do projecto e de seguida fazer a construção. Ele, portanto, não cumpriu com essas cláusulas, apesar de ter ganho o concurso, então disse encontrar dificuldades por causa do solo freático (por causa de muita água ao longo da faixa)”, continuou o autarca do terceiro mais importante centro urbano de Moçambique.

“Nós não negamos fazer o acréscimo do orçamento, pura e simplesmente porque ele (ZAC Construções) não mostrou a parte que nós acordamos, não fez um trabalho cotado no sentido de merecer esta adenda”, precisou Paulo Vahanle, para quem “por isso achamos que a segunda faixa de Eduardo Mondlane vai falhar alguma coisa”.

A ZAC Construções, refira-se, é o mesmo empreiteiro que ganhou o concurso para a construção da estrada de Marrere, cujas obras, também, estão fora dos prazos acordados. Aliás, em conformidade com Vahanle, o referido empreiteiro não será readmitido para dar continuidade na segunda fase de pavimentação da estrada em causa.

“Em relação a estrada de Marrere ele (ZAC Construções) promete concluir com a obra apesar de ter falhado com os prazos, mas vai cumprir e, por essa razão, nós neste momento já lançamos concurso para se dar continuidade dessa estrada até o Hospital Geral de Marrere, porque, afinal de conta, tínhamos dividido aquela estrada em duas fases, parece que sabíamos, mas valeu a pena. A primeira fase queríamos ver qual seria o empenho do empreiteiro, daí seguiria – se a segunda fase, mas por causa dessas irregularidades que o empreiteiro cometeu, então apenas vai cumprir a primeira fase e a outra fase teremos que adjudicar outras empresas competentes”, rematou Paulo Vahanle. (Constantino Henriques)

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