Vahanle torna-se fonte de inspiração para autarcas da Renamo do norte de Moçambique

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Nampula (IKWELI) – Presidentes dos municípios geridos pelo partido RENAMO, no norte de Moçambique, tem no autarca de Nampula, Paulo Vahanle, como fonte de inspiração, e com efeito tem vindo na circunscrição colher “bons” modelos de gestão e direcção.

Eleito, pela primeira vez, como último autarca por voto pessoal e directo, Paulo Vahanle chegou ao poder, no município de Nampula, em Abril de 2018 para terminar o mandato do malogrado Mahamudo Amurane, barbaramente assassinado no princípio do dia 4 de Outubro de 2017, quando o país assinalava a passagem de mais um aniversário.

No início, Vahanle foi vítima de todo o tipo de crítica, tanto que chegou a semear inimizade com alguns órgãos de comunicação social. Ainda em 2018, o edil voltou a ser eleito pela lista do partido Renamo, para a fazer, assim, o seu primeiro mandato regular.

Volvidos mais de dois anos, o autarca do mais importante centro urbano do norte de Moçambique começou a mostrar pujança. Focando-se no melhoramento da mobilidade urbana, através da construção de infra-estruturas diversas, como estradas e pontes, o olhar sobre Vahanle, também, mudou, ainda que persistam falhas na gestão do sistema de saneamento.

Igualmente, o sector de receitas começou a melhorar, depois de ter estado em banho-maria durante algum tempo. E é com o desempenho deste sector que a edilidade consegue fundos para a execução dos seus planos.

Os municípios de Cuamba e Angoche, também geridos pela RENAMO, vendo esses avanços decidiram por encontrar mecanismos para “beber” e partilhar os conhecimentos do Vahanle na gestão da coisa pública, e com efeito rubricaram acordos de gemelagem.

Para operacionalizar esses instrumentos, vereadores e técnicos das duas edilidades tiveram de se deslocar a Nampula para desenhar estratégias para o efeito.

Na primeira semana do corrente mês de Setembro foi a vez do município de Cuamba, e na última terça-feira, Ossufo Raja e seus técnicos, incluindo vereadores, estiveram na cidade de Nampula para, também, desenharem os mecanismos da implementação do acordo.

Na ocasião, Raja disse que o seu maior interesse é de beber de Vahanle, principalmente sobre o uso da Polícia Municipal e de Fiscalização para a arrecadação de receitas, para além da gestão financeira, porque segundo ele, a cidade de Nampula está a progredir de uma forma muito rápida estando sempre em frente.

“Eu pensava que o meu Angoche é que estava a desenvolver rapidamente, mas vi que Nampula está ainda mais enfrente e é daí que queremos aprender sobretudo na questão financeira, como é que eles estão a operar, como aplicam os valores que conseguem e a sua gestão no geral, e para além disso, temos também a questão de transporte onde temos tido problemas de como cobrar os transportadores”, disse Raja.

Por sua vez, Paulo Vahanle, durante a sessão, chegou a falar que “muitos pensam que Dhlakama me deixou dinheiro, mas a verdade é ter estratégias de cobrança de receitas e saber gerir que a nossa cidade evolui”, prosseguindo que “com a união de forças, vai-se cada vez mais melhorar e construir infra-estruturas como vias de acesso, água, salas de aulas”.

“Isso é voluntário, depois de termos o encontro com Cuamba, Angoche manifestou interesse em colaborar connosco e já fizemos o acordo de gemelagem. Não somos muito importantes como cidade de Nampula, mas simplesmente parece-me que há muita experiência que os colegas têm interesse em aprender como é que nós ultimamente estamos a superar as dificuldades”, apontou o autarca de Nampula, acrescentando que “há muitos municípios que manifestaram este interesse de aprender de Nampula, mas vamos esperar para ver”.

Sobre a situação da Polícia Municipal e de Fiscalização, Vahanle considerou este espaço como uma oportunidade para junto de Angoche colher ideias sobre como agir de modo a evitar situação recorrentes em que munícipes reclamam a má actuação dos agentes. (Alfredo Célia)

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