Município de Nampula isenta taxas de manutenção e reparação de edifícios

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Nampula (IKWELI) – O Conselho Autárquico de Nampula anunciou, recentemente, a isenção de pagamento de taxas de manutenção e reparação de edifícios, medida a vigorar durante os próximos quatro meses, com vista a incentivar aos munícipes a contribuírem na beleza da cidade.

A informação foi tornada pública por Domingos Amaral, vereador e substituto do presidente do Conselho Autárquico de Nampula, à margem do lançamento dos preparativos das festividades do dia da cidade, a assinalar-se a 22 de Agosto próximo.

“Nós sentamos com o colectivo e decidimos que tínhamos que dar essa isenção a todos os munícipes para fazerem pintura das suas moradias, porque sabemos que a postura da cidade para alguém fazer a pintura de sua moradia é necessário alguns procedimentos, escrever para o conselho municipal e ser autorizado, mas, neste caso, o Conselho Municipal está a dar essa isenção de que é possível que o munícipe onde estiver pode pintar a sua casa sem a necessidade de qualquer documentação”, informou Domingos Amaral.

“Na verdade, em termos de pintura tem havido um valor significativo que, neste momento, não posso precisar quantificar, mas para nós, porque queremos uma cidade bela para que o munícipe se sinta feliz, achamos que não estaremos a perder com este aval”, considera a fonte.

Segundo apuramos, a taxa de manutenção e reparação de edifícios na cidade de Nampula está fixada em 710,00Mt (setecentos e dez meticais).

Para Amaral “o que nós queremos, neste momento, é que os munícipes, sobretudo os que vivem nos prédios, não podem fazer pinturas com cores diferentes, por exemplo um andar pintar com uma cor e outro com outra cor, isto é que queremos acautelar e chamarmos os munícipes para que não façam isso, que consigam reunir todos que vivem nesse prédio e definir a cor para o prédio e ser essa cor unânime para todos”.

Entrevistado pelo Ikweli, João Baptista, residente da autarquia, entende que acção do género devia ser sistemática, tal como acontecia nos tempos recuados, com vista a preservar a boa imagem da urbe.

“Se for a ver a nossa cidade era limpa, quando chegasse tempo das festividades as casas eram pintadas, mas hoje isso não acontece, é uma cidade em que as casas se mantêm de qualquer maneira, não há exigências para que as casas se mantenham bonitas, não há”, referiu o nosso interlocutor.

“É preciso, também, garantir-se a segurança, naqueles tempos você podia sair às zero horas e circular nas avenidas desta cidade e não acontecer problema algum. Naqueles tempos, a pessoa só tinha medo do animal, não de outra pessoa, mas hoje você mesmo para entrar em sua casa tem medo, porque está lá alguém com catana a sua espera, isso revela, em parte, que a própria segurança não está motivada para garantir a ordem pública, por isso os crimes estão a crescer cada vez mais”, precisou o citadino.

Entretanto, tal como no ano passo, este também o dia da cidade será passado em observância das medidas restritivas devido a prevalência da pandemia da covid-19 na cidade e no país. “Em princípio, estamos num período impróprio devido a covid-19 e, sendo um período impróprio, nós temos que nos adaptar a nossa realidade. Temos aquelas actividades normais e que a partir de hoje tinha que existir as actividades desportivas e culturais, mas por causa desta pandemia nós achamos que tínhamos que encontrar uma outra maneira de convivermos, então, essas actividades em algum momento ficarão restritas de acordo com a lei moçambicana”, salientou Domingos Amaral. (Constantino Henriques)

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