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Detido professor que se dedicava a falsificação de certificados de habilitações literárias

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Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, deteve um individuo, por sinal professor, indiciado da prática de falsificação de documentos, precisamente certificados de habilitações literárias.

O recinto da 1ª Esquadra da corporação, na cidade de Nampula, foi palco da exibição do indiciado e o seu respectivo material de trabalho, constituído por carimbos de escolas das províncias de Nampula, Zambézia, Niassa e Tete.

Estou aqui porque falsifiquei um certificado para uma pessoa que queria trabalhar”, disse o indiciado, cuja identidade omitimos por presunção de inocência.

Com nível superior de formação, e o grau de mestre, o professor assume as práticas ilegais de que está sendo acusado, apontando que “faço este trabalho há três meses” e que já perdeu a conta do número de certificados que falsificou.

“As assinaturas são minhas”, disse a fonte, assumindo que, quando questionado sobre como garantia aparente legitimidade nos documentos, o último trimestre não foi dos melhores.

O detido aponta que cobrava o mínimo de 1.000,00Mt (mil meticais) para cada documento, mas a PRM está convicta de que o mesmo cobrava, no mínimo, 4.000,00mt (quatro mil meticais).

Igualmente, um estudante de uma instituição pública de ensino superior, também, está a contas com a polícia indiciado da falsificação de documentos diversos, e com ele foi recolhido um computador e outro material informático que o facilitava.

“No prosseguimento das diligências para o esclarecimento de casos criminais na província de Nampula, concretamente na área da 1ª Esquadra a Polícia da República de Moçambique tomou conhecimento, através de denúncias populares, da existência de dois indivíduos que se dedicavam a prática de falsificação de documentos”, disse a imprensa Dércio Samuel, chefe do departamento de Relações Públicas no comando provincial da PRM, esclarecendo que “o primeiro caso aconteceu no dia 12 de Julho e o segundo ocorreu no dia 14”. (Aunício da Silva)