Vahanle “foge” a Comissão de Petições, Queixas e Reclamações da AR

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Nampula (IKWELI) – Antigo deputado da Assembleia da República, o autarca da cidade de Nampula, Paulo Vahanle, decidiu por gazetar a solicitação da Comissão de Petições, Queixas e Reclamações da Assembleia da República (AR) que se encontra em serviço no maior círculo eleitoral do país.

Segundo apurou o Ikweli, dentre várias queixas recebidas, os cinco membros da comissão que se encontram em Nampula decidiram por solicitar o autarca, mas este se fez rogado, mesmo conhecendo as regras, e decidiu por mandar o seu chefe de gabinete e mais um vereador para o representar na audição.

De acordo com o relator da referida comissão, Júlio Fortunato Maga, sem entrar em detalhes, o autarca da capital da província mais populosa do país foi solicitado em resultados das queixadas recebidas, mas o mesmo não compareceu.

“Ele [Paulo Vahanle] mandatou vereadores e nós pedimos a presença dele, e estamos certo de que se for por questões de agenda vai nos informar”, disse o deputado Maga, prosseguindo que “a nossa missão é solicitar que a entidade se faça presente”.

Por outro lado, a mesma fonte explicou, na manhã desta quarta-feira (16), que “os representantes não são, neste caso, autorizados por isso que se dirige a entidade superior. Se é o administrador vamos ao administrador, se é o director provincial é o director provincial, esse é que responde. Não vai, portanto, que ouvir chefe de departamento. Ele, na qualidade de presidente do município, é a figura que nós temos que ouvir, não vamos ouvir o vereador”, tanto que “quem tomou posse para dirigir o município é o presidente, o vereador está, portanto, a apoiar os trabalhos do edil”.

Relativamente as petições, queixas e reclamações recebidas, também, a fonte não entrou em detalhes, mas referiu-se a casos de conflitos de terra no bairro de Namutequeliua, bem como “queixas que tem a ver com questões laborais, e temos muito poucos casos que tem a ver com funcionários públicos que pretendem ser reintegrados depois de serem expulsos”. (Aunício da Silva)

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