Prevalência da desnutrição crónica em Nampula preocupa Mety Gondola

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Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado da província de Nampula, no norte do país, Mety Gondola, queixa-se da prevalência do índice da desnutrição crónica que afecta maior parte de crianças nesta circunscrição geográfica,mesmo com um potencial de produção de alimentos de elevado gabarito.

A preocupação do representante do Chefe do Estado foi manifestada na manhã de ontem, quinta-feira (10), aquando do Diálogo Nacional sobre a situação de segurança alimentar e nutricional em Moçambique, realizada na cidade capital provincial de Nampula, sob o lema “Contribuindo para a melhoria da situação da segurança alimentar e nutricional em Moçambique”.

Falando aos actores dos sectores público e privado, que lidam com as questões de segurança alimentar e nutricional no país, no geral, e em Nampula, em particular, Mety Gondola explicou que o governo, junto dos seus parceiros de cooperação, muito tem feito face à problemática da desnutrição no seu todo. Ademais, sob ponto de vista de produção os efeitos são visíveis. Porém, ainda a população ressente-se de níveis elevados de desnutrição crónica e de insegurança alimentar, entre outros fenómenos que deixam vulneráveis as comunidades, com maior destaque para as da zona rural.

O governante afirma, ainda, que o distanciamento entre os esforços empreendidos e os resultados obtidos são,também, visíveis quando se faz uma análise do ponto de vista global. No seu entender, o mundo definiu as abordagens, as prioridades e, de seguida, configurou-as ao longo da estruturação dos objectivos de desenvolvimento sustentável, mas pode-se ainda referir que os resultados alcançados, infelizmente, à semelhança da província de Nampula, não se mostram satisfatórios.

“Este espaço de diálogo nacional surge como resposta ao que todos temos acompanhado nos últimos tempos, em que muitos esforços, os demais diversos governos e organismos internacionais têm feito para condução do mundo, do país e da província em particular, de modo que possamos ter vida digna para a população. Igualmente, o espaço surge como resposta ao facto de todos esses esforços, infelizmente, não estarem a surtir efeitos que nós todos desejamos”, sublinhou o dirigente.

Mety Gondola acrescenta, ainda, que foi baseando-se nestas evidências que o Governo de Moçambique, através do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, criou o espaço para propor mudanças e estruturar processos a fim de obter melhores resultados no âmbito do combate a segurança alimentar e nutricional, envolvendo o sector público e privado, por estes representarem as mais diversas sensibilidades a nível das comunidades.

“Não percamos de vista a necessidade de identificar barreiras no acesso a alimento seguro e nutritivo, nos processos de produção”, apelou o dirigente, para quem “temos de prestar atenção na disponibilidade dos meios e programas que nos possam permitir que as comunidades estejam menos vulneráveis a situação de alterações climáticas, em situações de insegurança alimentar por razões de conflitos e alterações no quadro geral das relações que comprometem os processos produtivos, distribuição, acesso e consumo dos mais variados bens”.

Refira-se que, nos primeiros três meses do presente ano, pouco mais de 4000 (quatro mil) crianças foram diagnosticadas com desnutrição aguda na província de Nampula, e os distritos de Monapo, Eráti e Nampula são os que apresentam maior índice de prevalência, segundo aponta o sector provincial da nutrição, no Serviço Provincial da Saúde, nesta região nortenha. (Esmeraldo Boquisse)

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