Há cada vez mais adolescentes que procuram por declaração militar em Nampula

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Nampula (IKWELI) – O Centro Provincial de Recrutamento e Mobilização de Nampula (CPRM) diz que tem vindo a receber e rejeitar, com frequência, solicitações de pedido de declarações militar por parte de cidadãos com idade inferior a 18 anos, que pretendem ingressar em várias instituições de ensino superior e escolas de conduções.

Sem avançar em concreto os números, o delegado provincial do CPRM, Eugénio Tiago, disse que a situação, que verificasse há bastante tempo, tem vindo a ganhar espaço nos últimos meses, desde que se declarou o início do processo de inscrições em instituições de ensino superior.

“Temos recebido solicitações de declarações de cidadãos nascidos em 2003, mas que vão completar 18 anos em Agosto, por exemplo, e nós não os atribuímos, porque ainda não atingiram a idade”, disse aquele responsável, para avisar “que não nos baseamos no mês que a pessoa vai completar 18 anos, mas sim na idade completada”.

Um outro problema é o facto de os jovens estarem a recensear-se apenas para facilitar o acesso a declaração militar, para fins de preenchimento de vagas, mas que no fim ao cabo preferem virar as costas ao processo de incorporação.

“Felizmente, não temos muitos casos de jovens que não aderem ao serviço militar depois do recenseamento, mas isso tem acontecido”, disse, para recordar que neste ano a sua instituição incorporou para o primeiro turno um número considerável, em cumprimento das metas estabelecidas, mas que todos foram de forma voluntaria.

Recorde-se que para o presente ano, o Centro Provincial de Recrutamento e Mobilização de Nampula foi atribuído uma meta de recensear um total de 20.442 cidadão, mas que segundo o delegado da instituição foram ultrapassadas em acima de seis porcentos.

Inobservância das medidas de prevenção da covi-19

 A moldura humana que tem acorrido as instalações do Centro Provincial de Recrutamento e Mobilização (CPRM) está a provar um autêntico desrespeito as normas de prevenção do novo coronavírus, uma pandemia que tem vindo a matar milhões de cidadãos, diariamente no mundo, incluindo Moçambique.

O aglomerado populacional começou a conhecer pico em finais do mês passado, quando o Hospital Central de Nampula (HCN), a principal e maior unidade sanitária da região norte do país, disponibilizou vagas para ingresso de quadros a vários níveis, além do início das inscrições em algumas universidades sedeadas e/ou com representação na província de Nampula.

No recinto, logo a entrada daquela instituição militar, existe um balde contendo água e sabão, para a desinfecção das mãos, mas que ninguém usa e os poucos que aderem o processo fazem-no por livre vontade e/ou porque estavam a consumir algum alimento que requer a lavagem das mãos. O uso incorrecto da máscara e abraços forçados pela enchente tem sido um outro problema.

O delegado provincial do Centro de Recrutamento e Mobilização, Eugénio Tiago, reconhece a violação das medidas de prevenção da covid-19, mas diz que a sua instituição tem feito o que pode.

“Nas últimas duas semanas, há muita procura dos nossos serviços, por parte dos jovens, que resulta das vagas de algumas instituições públicas, facto que tem originado uma moldura humana. Estamos cientes do novo coronavírus, e como medida de prevenção temos água e sabão, onde todos devem desinfectar antes de ter acesso ao interior. Sobre o distanciamento reconhecemos que tem sido difícil”, disse. (Sitoi Lutxeque)

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