Cerca de meia década depois: ND apela ao governo para deixar de confundir orgulho político com a defesa da soberania na guerra de Cabo Delgado

Maputo (IKWELI) – Há cerca de meia década que os distritos do norte da província de Cabo Delgado têm vindo a sofrer de ataques terroristas, ceifando vidas, destruindo aldeias e deteriorando a situação dos direitos humanos.

O partido Nova Democracia (ND) entende que na perspectiva da resolução do problema, “o governo deixe de nivelar por baixo ao seu patrão e não confunda orgulho político com a defesa da soberania. Pois se afigura que haja com urgência, haja vista ao sofrimento do povo que se agrava a cada dia”.

Em comunicado distribuído a partir de Maputo, o partido liderado por Salomão Muchanga está assertivo de que “dentre muitas estratégias falhadas para estancar a corrente desta situação que rouba a paz e o sono dos moçambicanos e do mundo, nota-se um orgulho e falta de vontade política por parte daqueles que deveriam de tudo fazer para que se pusesse um fim a este terror. Politicamente, a guerra é reveladora de um problema de índole social ou ideológica. E nesse sentido, não se pode esperar que ela termine sem que haja uma intervenção lúcida e séria por parte dos governantes”.

Por outro lado, a mesma nota de imprensa aponta que “os factos nos elucidam, temos a prontidão da SADC já manifestada em colocar três mil homens em combate. Essa é intervenção que se pretende fazer a nível regional. De braços cruzados e inchado de orgulho mortal e irresponsável, em resposta o regime moçambicano diz preferir ajuda logística e táctica. Esta posição faria sentido se estivéssemos em fase de incubação do conflito. Mas trata-se de uma tensão militar que já provou ser complexa e carente de seriedade”.

Por fim, a Nova Democracia “diante destes factos, e porque não nos podemos fazer indiferentes enquanto os nossos irmãos sofrem e assistem a suas esperanças se desfazendo aos bocados, exigimos que o governo aceite a proposta da SADC e adopte um plano triangular: deixar a operação dos três mil homens actuar, treinar as forças nacionais, e gradualmente a medio prazo retirar as forças estrangeiras”. (Aunício da Silva)

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