Edilidade de Nampula vai desalojar munícipes que construíram em vias de acesso

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Nampula (IKWELI) – O conselho autárquico de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, prevê retirar as casas e outras construções erguidas pelos munícipes nas vias de acesso, práticas ilegais que concorreram para a redução da mobilidade urbana.

De acordo com Nelson Carvalho, director de Comunicação e Imagem nesta autarquia, a edilidade dispõe do mapa do desenho da cidade, onde estão ilustradas, claramente, as vias de acesso, por isso há a necessidade de colocá-las na rota de circulação e utilização em benefício dos citadinos.

Nesta perspectiva, a edilidade presidida por Paulo Vahanle espera melhorar a prestação de serviços aos munícipes, como é o caso de recolha de lixo que a maioria diz ser feita apenas na zona cimento, enquanto na verdade torna-se difícil entrar nos bairros devido a desfiguração da urbe.

“O cidadão tem um talhão de 20/30 (vinte por trinta) próximo de uma via de acesso, mas porque os do outro lado ainda não construíram as suas residências, ele apropria-se daquela via, nós já fizemos o levantamento do mapa, e neste momento há agentes que estão a fazer o levantamento das ruas ocupadas e nos próximos dias vamos lançar notificações para que voluntariamente os ocupantes destas partes possam desocupar e dar lugar aos trabalhos de reabertura que vai melhorar ainda mais a prestação de serviços”,disse Carvalho.

Os exemplos disso são vários, desde a zona cimento, a peri-urbana e a periferia. Por exemplo, parte da avenida Eduardo Mondlane foi ocupada por uma instância hoteleira. A ligação entre a rua das Flores e avenida Eduardo Mondlane, também, foi ocupada com construções desordenadas, tal como se observa a ligação entre a avenida Samora Machel e a rua dos Continuadores, incluindo a ligação entre a avenida do Trabalho e a rua dos Sem Medo, atravessando a zona da central eléctrica.

Por outro lado, Carvalho fala da execução efectiva de outras ruas que, ainda desenhada no projecto inicial da urbe, nunca foram executadas. Um dos exemplos das vias a serem intervencionadas primeiramente, é a que liga a Rua da Solidariedade na zona da famosa Madalena Maluca, passando pela EPC (Escola Primária Completa) de Muatala para dar acesso a Escola Secundária do mesmo nome, e no percurso da estrada, será construída uma ponte sobre o rio Muatala e um aqueduto sobre o rio Mutauanha.

Para dar espaço aos trabalhos desta que será a primeira acção, Carvalho apela aos munícipes, principalmente os que fizeram suas obras num espaço onde antigamente passava a via, para que possam se retirar porque segundo ele, para o presente ano, a edilidade será virada para a construção e melhoramento de ruas que garantem a ligação de todas as zonas da cidade.

“Os munícipes devem perceber que as vias de acesso permitem aquilo que é a circulação de pessoas e bens e não são locais para a construção quer de habitações, quer de estabelecimentos comerciais, por isso vamos retirar todos os moradores não só da rua da famosa Madalena maluca, mas sim todas existentes na cidade como nos bairros de expansão mas de forma voluntária, em caso de renitência, vamos fazer valer a postura municipal”, concluiu fonte. (Alfredo Célia)

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