Para o delegado da INAE em Nampula: subida de preços não pode ser entendida como especulação

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Nampula (IKWELI) – Élio Rareque, delegado provincial da Inspecção de Actividades Económicas (INAE) em Nampula, entende que a subida dos preços de produtos alimentares que se regista nesta parcela do país não se pode tratar como sendo especulação.

A abordagem deste dirigente e o conceito que adopta pode se notar preocupante, pois, segundo o dicionário de língua portuguesa a especulação é “a transação financeira em que os lucros estão subordinados à variabilidade ou instabilidade do mercado”.

“Monitoramos 12 produtos considerados essenciais, o arroz, a farinha de Milho, óleo, trigo, batata, cebolas feijão entre outros e verificamos que a margem dos lucros está equilibrada e ainda não há uma especulação de preço”, disse Rareque, reconhecendo que “é preocupante, porque os produtos de primeira necessidade registaram sim uma subida de preço, e foi apurada que é uma questão da conjuntura internacional. Como sabemos, uma grande parte de produtores vem da África do Sul e as fronteiras estavam fechadas por causa da situação do coronavírus, daí começamos a ter escassez de produtos alimentares. Outros produtos vêm da China e Índia, e a subida de preços de exportação quase que duplicou e os agentes económicos estão a ter dificuldades de conseguir dólares no mercado internacional”.

Por outro lado, Rareque garantiu que a instituição que dirige vai continuar no mercado a controlar a subida dos preços de produtos de primeira necessidade, apelando “a população para manter a calma”. (Elisabeth José)

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