Crise de água em Nampula força muçulmanos a orarem pela chuva a partir de hoje

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Nampula (IKWELI) – A crise de água para o consumo humano na cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, está cada vez mais crítica, exigindo a intervenção de todo, tanto do ponto de vista material, assim como espiritual.

É neste contexto que a Comissão de Alimos de Nampula, uma agremiação religiosa islâmica, deliberou para que, nesta sexta-feira (08), os muçulmanos espalhados em diferentes mesquitas da cidade e província de Nampula dediquem as suas orações pedindo chuva a Deus, para aliviar o sofrimento das pessoas.

Além da acentuada crise de água, sobretudo a potável para o consumo humano, os muçulmanos justificam o seu peditório de chuva ao divino para salvaguardar a produção agrícola na província, uma vez que as autoridades do sector da Agriculta e Pescas já, publicamente, anunciaram que enquanto a situação da falta de chuva prevalecer estará, completamente, comprometida a presente época agrária 2020/2021.

De acordo com o presidente da Comissão de Alimos de Nampula, Essimela Abudo, contrariamente aos anos anteriores, em que em casos semelhantes eram rezados em molduras humanas, desta vez será diferente, devido às medidas restritivas impostas pelo governo, no âmbito da situação de calamidade pública que o país vive, face a pandemia da covid-19.

“Sem água, não há vida, por isso estamos a promover esta campanha para oração. Sabemos que este problema não afecta somente a cidade de Nampula, mas nós estamos mais focados a mobilizar aos sheiks da cidade para o efeito”, disse.

Aquele líder religioso fez saber que a corrente de orações pela chuva será apenas para nesta sexta-feira, porém não descarta a possibilidade de que tal continue, enquanto a situação de estiagem continuar, principalmente na terceira maior cidade moçambicana.

Recorde-se que a barragem de Nampula, construída sobre o rio Monapo que abastece água a cidade de Nampula contínua, segundo as autoridades gestoras do preciso líquido, sem capacidade para prover água a urbe, a considerada capital do norte. (Sitoi Lutxeque)

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